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40 MIL KM COM A YAMAHA FACTOR

Enviado por on 23 de Julho de 2013 – 23:5415 Comentários
 
Na terra: sim, a nossa Factor foi usada em muita estrada de terra, que são a grande maioria no Brasil.

Na terra: sim, a nossa Factor foi usada em muita estrada de terra, que são a grande maioria no Brasil.

 

A moto mais importante da Yamaha no Brasil, a YBR 125 Factor, completou 40.000 km em nosso teste Longa Duração. Apesar  da aparência meio cansada, causada principalmente pelo superexposto protetor de escapamento (frágil quanto a riscos), a Yamaha YBR 125 chegou funcionando bem aos 40.000 km. Os destaques foram o conforto, o baixo consumo de gasolina e, surpreendentemente, o bom desempenho no uso urbano, pequenas viagens e também em estradas de terra, visitadas esporadicamente.

Relembrando, o teste começou em 2008, quando a YBR ganhou o codinome Factor e recebia novo módulo de ignição, carburador e escapamento, entre outros detalhes. O consumo oscilava entre os 30 km/litro, na estrada com pressa, a mais de 50 km/l, na cidade com calma, marcas que se mantiveram estáveis até hoje, revelando pouco desgaste no carburador que é do tipo flutuante‚ (suspenso pelas borrachas do coletor e do duto de ar do filtro). Mesmo com a moto novinha alguns consideraram o desempenho modesto para um uso mais exigente, principalmente quando entra um passageiro na jogada. Infelizmente, a tão falada YBR 150 com injeção eletrônica e possivelmente flex não veio desta vez‚ e a Factor permaneceu 125, com a maior novidade sendo uma versão simplificada.

Em 40.000 km a Factor exigiu duas trocas da caixa de direção. Causa: a pavimentação das ruas.

Em 40.000 km a Factor exigiu duas trocas da caixa de direção. Causa: a pavimentação das ruas.

A moto terminou os 10.000 km iniciais como nova. A mesma moto prosseguiu em teste, rumo aos 20.000 km, e no decorrer do período tivemos problemas com folga na caixa de direção (custa R$ 80,00) e o fim do pneu traseiro (R$ 175,00) e das pastilhas de freio (R$ 25,00) e lonas (R$ 20,00). Ao cabo dos 20.000 km o motor ainda estava bem, apesar da intensa carbonização creditada à gasolina nacional de má qualidade. Pelo sim, pelo não, na remontagem desembolsamos R$ 66,50 e instalamos um jogo de anéis novos. Na fase até os 30.000 km, nova troca do pneu traseiro (R$ 112,00) e substituição do kit coroa/corrente/pinhão (R$ 68,00), da lâmpada do farol (R$ 22,00) e do cabo do velocímetro (R$ 13,00). Também graças aos novos anéis, a desmontagem aos 30.000 km revelou um motor em bom estado, apenas o cilindro estava ovalizado um pouco além do limite.

Foram consumidos dois jogos de pastilhas de freio.

Foram consumidos dois jogos de pastilhas de freio.

Entre os 30.000 km e 40.000 km, marasmo quase total. Com 30.030 km, a moto recebia pneu dianteiro novo (R$ 123,00). Aos 36.827 km notávamos que moto ficara “pesada”, típico sintoma de caixa de direção ruim: estava com calo e precisaria ser trocada. Optamos por concluir o teste com a peça defeituosa mesmo, já que não comprometia a segurança. Atitude igual tomamos em relação ao freio dianteiro, cuja pastilha terminou aos 39.854 km: o fim da peça era denunciado por um sutil chiado que surgia ao frear. Passamos a usar menos o sistema dianteiro, com cuidado, e assim a moto (e nós!) sobreviveram. No final do teste, o defeito derradeiro, bem típico de Yamaha: era preciso voltar um pouco a chave para obter o contato e ligar a moto, denunciando um desgaste prematuro no sistema.

Acima, Mário Tognocchi conferindo o desgaste de guias e válvulas: passaram do limite recomendado, mas sem problemas práticos perceptíveis.

Acima, Mário Tognocchi conferindo o desgaste de guias e válvulas: passaram do limite recomendado, mas sem problemas práticos perceptíveis.

Em geral a moto se mostrou resistente, até porque as novas leis ajudaram: na maioria das grandes avenidas de São Paulo, onde a Factor mais rodou, existe o limite de 60 km/h, velocidade em que o motor da Factor está “dando risada sozinho”. Assim, colhemos depoimentos de proprietários que rodaram mais de 100 mil km sem qualquer intervenção no motor, o que é um mérito considerando-se a pequena cilindrada, que sempre exige mais aceleração e muitas vezes implica forçar o motorzinho, como quando se leva um garupa. Pena que o elogio não se aplique integralmente à versão K da Factor, com partida a pedal (a moto deste teste têm partida elétrica). É justamente o próprio sistema de partida a pedal que historicamente vem registrando quebras nas engrenagens e no eixo de acionamento, que nada mais é que o eixo secundário do câmbio: o reparo exige onerosa desmontagem quase total do motor. A partir de 2009, no modelo Factor, a fabricante providenciou um reforço nesse eixo, mas infelizmente a intervenção tem se mostrado insuficiente e as quebras eventuais prosseguem, recomendando a compra do modelo ES, que tem partida elétrica nada problemática, como provamos em 40.000 km.

O conjunto biela/pino/rolete apresentou  elevado desgaste.

O conjunto biela/pino/rolete apresentou
elevado desgaste.

Contudo, ao atingir tal quilometragem nosso motor tinha uma “surpresinha” oculta. Cabeçote, rolamentos, embreagem, câmbio, engrenagens, placa de partida e bomba de óleo, por exemplo, estavam bem, apesar de novamente nos deparar com grande carbonização nas válvulas. Mas, considerando a idade da moto e os abusos que sofreu, resolvemos desmontar o virabrequim: não é que biela, pino e roletes estavam “cariados”? As pequenas erosões apontavam para o breve surgimento de ruídos, com a popular “batida de biela” (até agora o motor estava bem silencioso). Consultado, nosso experiente mecânico/preparador, Mário Tognocchi, ponderou que é importante sempre substituir também o “kit” de biela e rolamentos/mancais ao intervir na parte de cima do motor: a simples troca de anéis e o consequente aumento de compressão pode acelerar a deterioração de uma biela já um tanto sofrida. Troca de óleo regular também é mais que importante!

Uma “montanha” de carbono recobria o pistão: má qualidade da gasolina.

Uma “montanha” de carbono recobria o pistão: má qualidade da gasolina.

O restante da moto estava em bom estado, mesmo partes que fazem um “serviço sujo”, como o “kit” coroa/corrente/pinhão e as lonas de freio. Ótimas estavam as suspensões, macias e resistentes, com destaque para amortecedores traseiros japoneses, confortáveis e bons de hidráulica, o que garante estabilidade mais que suficiente. Resta (quem sabe para 2015) aguardar a nova YBR 150, para conferir se todos os itens positivos se mantém, além de todas as melhorias que o motor mais potente e a injeção eletrônica devem propiciar, permitindo à Yamaha mais vendida finalmente poder concorrer de igual para igual com a líder de mercado, Honda CG 150 Mix.

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ficha tecnica factor

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  • Tabajara

    Se não fosse esse acidente que sofrí no início de Janeiro, a minha YBR 2002, já estaria completando 200 mil kms rodados, sem ter que fazer motor, não queima óleo, e fazendo seus 38km/l de média.
    Não tem o que reclamar.

  • Daniel f Pradella

    Já escrevi para Revista informando meus (dela) 140.000Km de minha YBR ano 2005, hoje ela está com exatos 152.868Km sem intervenção mecânica no motor, mas a caixa de direção realmente não aguenta, meu mecânico instalou um rolamente cônico e nunca mais deu problema(não tem esferas e sim roletes)…

  • Drausio Hermann

    Sem dúvida é um modelo de respeito, como todos da marca. Gosto, principalmente, de sua estética.
    A falta imperdoável na Factor é não oferecer injeção eletrônica. Se fosse comprar uma city, infelizmente estaria eliminada por essa razão.
    Já tive motos carburadas e era um saco quando o carburador entupia. Já empurrei muito minhas ex-Honda (Falcon e Tornado), até em viagens.
    Yamaha, e aí?

  • http://adrianomarchesini@hotmail.com adriano marchesini

    Ola pessoal trabalho de motoboy e tenho uma ybr para trabalho,sempre tivekm motos da honda mas resolvi mudar por curiosidade,{me ferrei}a minha ,y,e a pior moto que ja tive,e fraca,barrulhenta[motor],ja tive que faser o motor com 24000km onde com as minhas cgs cheguei a faser 140000km nao vejo a hora de voltar para a honda , afinal moto de pequena cilindrada e honda ,desculpe se fui meio direto mas eu so me encomodei com a minha ybr ,um abraço a todos.

    • Andrpe

      mano tem que trocar o óleo à cada 1500km senão vc faz o motor com 24000km mesmo!!!

  • Drausio Hermann

    Honda lança nova linha CG 2014, com quadro, painel, design geral, assento.. tudo novo! (menos motor)
    Gostei, viu.. Com essa o Passarela vai ficar maluco!! rsrs..
    Abçs

  • Elder

    adriano marchesini… caraambaa.. fazer o motor com 24mil é osso hein manno.. eu tenho uma factor tá com 27mil e nunca me deu problema nao.. só troquei agora a relação e lonas de freio e pastilha… até agora ela esta sendo melhor q minha fan 125 em tudo.. desempenho, conforto e principalmente CONSUMO… fanzinha me deu trabalho dimaaiss vixxi gosto nem de lembrar rsrs

  • kevin fleitas

    Tenho uma factor k 2011, não tem comparação em conforto e desempenho é robusta e responde na hora em que desejo. Mesmo com os pneus maiores q a medida o desempenho dela caiu bem pouco na estrada, os pneus RINALDI de medida 110×90-28 traseiro, 90×90-18 dianteiro, dificutaram um pouco no desempenho da velocidade dela, mas já que moro em um municipio que predomina mais estrada de chão em relação a segurança de ir e vir é 10 na hora de fazer curvas em alta mesmo com aquela “rabiada” basica, com seus 23 mil KM rodados não tive a preocupação de mexer no motor apenas troquei pastilhas de freio, transmição e obrigatoriamente o oléo de motor. De cara quando comprei a moto 0KM troquei os pneus pois na minha opinião são ridiculos e não da estetica para a motocicleta, não me arrependo nenhum pouco de ter adquirido essa moto e aconselho a todos que queriam uma moto economica e confortavel para uso no dia-a-dia.

  • eraldo junior

    tenho uma factor ano 2013 modelo 2014 e com 16.000km ja esta fazendo o motor , nao gostei dessa moto o jeito e voltar a usa moto da honda ,,, recomendo p/ quem é motoboy nao usem motos da yamaha para trabalho .

  • Edson Jr

    Tô entrando pra o ramo de “Motociclista” agora, e to iniciando com uma ybr factor ED 125, gostaria de saber se é um começo… E saber dados como; Velocidade máxima, quando quilômetros faz com um litro e etc. ???
    obg.

  • Celso Renato

    engraçado trabalho com uma que ja esta com 106000 km rodados ,fez o motor com 104000 km rodados .CONHEÇO UM CARA QUE O CABEÇOTE DA CB 300 2013 TRINCOU COM 4000 KM

  • Rene Montgomery

    Realmente, o problema da versao k da factor se verifica mesmo no eixo secundario do cambio, a minha com mais de 80000k deu esse problema e foi preciso desmontar o motor qase todo para trocar a peça, e outro, que, o pistao se carboniza devido a mistura rica demais no carburador mikuni 25bs, que começa a dar vazamentos (talvez gicles de tamanhos desproporcionais ao carburador a vacuo), a YAMAHA ja deveria ter solucionado esse tipo de problema pois as factors de 2010 em diante estao abrindo o motor muito cedo, o que afasta os futuros compradores de motos nessa cilindrada, no demais, a moto eh muito resistente em relacao as outras peças do motor e dura muito mais que as concorrentes do mercado.

  • Willyans Mendes Alves

    Sempre fico com essa duvida Andrpe… Em geral a galera recomenda trocar com 1.000 km.. antes de trocar pela ultima vez rodei com o mesmo óleo uns 2.000 km.. (a moto manteve a mesma performance, só não rodei mais pra não arriscar..) ai quando fui trocar o óleo na conscessionária perguntei pro mecânico quanto que o óleo realmente aguenta e ele disse que vai até 3.000. ‘-‘

  • Paulo Junior

    Decepcionado com a minha Factor ED 2012, 32.000km e a biela “quebrou” simplesmente. Ah eu moí a moto? Se exigir do motor é moer então eu moí, porém com todas as trocas de óleo e manutenções em dia, moto pra 30.000 Yamaha??? Honda guenta pau, começo do ano que vem eu vou de Honda depois da 5ª Yamaha…

  • Clayton

    adqiri minha factor em 2011 e ja virou o painel, ou seja, zerou o marcador de km e, no entanto, so troco o oleo direitin no a cada 1000 ou mais regulo valvulas, limpo carbura, essas coisinhas e ate gora, graças a DEUS, nenhum vazamento, nenhum problema, a nao ser a troca do carburador qe nao deu certo em nenhuma, opiniao minha, mas botei um de ybr scud e ficou ate mais economica e valente pra andar, o resto eh so alegria. Obs; se eu chegar a vender por algum motivo, compro outra da mesma cc, e agora essa nova factor de cc alta ja nao confio, eh muito motor pra moto peqena veja as hondas de exemplo, nao duram nem metade da km e ja qebram a galera tem de trocar tudo, sou mais a factor 125 eh moto de verdade.