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BMW F 800 G, UM MÊS AO GUIDÃO – PARTE 4

Enviado por on 1 de Abril de 2013 – 23:53Comente

UMAG GS4:4 Quilometragem mista essa do final de semana prolongado da páscoa no qual Decino de Oliveira e esposa aproveitaram para uma esticada ao litoral sul paulista. Com a BMW F 800 GS “armada” com tanque cheio e bagagem, o casal partiu, curioso, com ainda fresca na memória uma viagem parecida realizada menos de um mês atrás com a grande concorrente da BMW, a Triumph Tiger 800 XC. E a primeira comparação, não muito positiva para a moto alemã, veio da passageira de Decino, que reclamou do baú instalado na F 800 GS, cuja almofada de proteção para as costas é mais protuberante que na inglesa, e incômoda. Todavia, segundo a acompanhante, apesar desse aspecto o bom banco e o posicionamento das pedaleiras, que pareceram mais distantes do assento, permitiram uma posição melhor, mais relaxada. Já Decino define a BMW menos confortável que a Tiger, cujo assento, além de regulável em altura, é mais largo e macio. “Além disso a BMW é mais alta” – comenta o colaborador – “e mesmo se não tive grande dificuldade em alcançar o solo com meu 1,75 m de estatura, é necessário ficar atento, especialmente com garupa e a moto carregada e de tanque cheio. A posição de pilotagem é muito boa, com comandos posicionados corretamente, o que torna a BMW uma moto agradável. Para uso urbano acho ela superior à Triumph por conta de seu motor com resposta mais imediata em baixa rotação. É inevitável a comparação com o da Tiger, mais ‘estúpido’ na resposta ao acelerador.”

O banco foi considerado bom para o garupa, menos para quem pilota

O banco foi considerado bom para o garupa, menos para quem pilota

Decino considera que, apesar desta marcante diferença no motor BMW e Triumph são quase irmãs, “farinha do mesmo saco” comentou: “é mais fácil dizer as poucas diferenças entre elas do que comentar as coincidências. A BMW tem um acerto de suspensão, especialmente a dianteira, mais mole. Isso a faz mais agradável na cidade, geralmente esburacadas. Tanto na capital quanto em Santos e Peruíbe a presença de buracos, lombadas, irregularidades variadas e ruas calçadas com blocos são quase como fazer fora de estrada. A BMW engole melhor essas dificuldades do piso. Porém a contrapartida é um comportamento menos preciso na estrada em velocidades elevadas. A frente balança demais, principalmente com garupa e carga. Experimentei aumentar a pressão da mola do amortecedor traseiro, único recurso de ajuste na BMW. Resolveu pouco. Precisaria mexer na frente também mas não há como. Tenho certeza que se estivesse só na moto a frente não teria esse comportamento, seria mais precisa, mas ainda assim menos que a Triumph, que compensa sua menor maneabilidade em baixa velocidade com um rigor maior quando se anda mais rápido.”

O ajuste da carga da mola do amortecedor traseiro.

O ajuste da carga da mola do amortecedor traseiro.

Um aspecto que nosso colaborador criticou foi a excessiva ação do ABS no freio traseiro assim como o temporizador do pisca-pisca ser “precipitado” desacionando-o antes da hora: “Muitas vezes – comenta Decino – estava parado em um cruzamento com pisca ligado e ele desarmava antes do que devia. Isso certamente não ajuda na segurança. Outra coisa que me perturbou foi a bolha para-brisa, que acima dos 100-110 km/h causa turbulência no capacete. Bastaria um pequeno defletor ou alguns cm de altura a mais para resolver o problema.” 

O punho esquerdo pifou, mais exatamente o  botão de partida.

O punho esquerdo pifou, mais exatamente o botão de partida.

Aliás, falando em problema, antes de partir para o feriado prolongado Decino levou a BMW F 800 GS à uma concessionária da marca, medida preventiva para verificar o botão de partida que, como já havíamos comentado, por vezes ficava accionado indevidamente. E não deu outra: substituíram a peça com a alegação de que o defeito poderia piorar, e que em vez da partida ficar acionada e obrigar a puxar o botão com os dedos, simplesmente poderia deixar de funcionar. Um novo punho foi instalado e como a motocicleta é de propriedade da BMW não foi emitida nota fiscal com o custo da peça e da mão de obra sob a alegação, correta, de que tudo está na garantia. Todavia na próxima atualização informaremos exatamente o custo do componente e serviço relativo à troca. Na mesma ocasião, um belo baú rígido foi instalado, do qual também ficamos devendo o preço exato. Na quinta-feira a resposta a esses importantes pontos de interrogação.

 

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O saldo do fim de semana da BMW F 800 GS com Decino de Oliveira foi bom: o colaborador e esposa viajaram se sentindo seguros e, se não fosse pelas balançadas da frente reclamadas pelo condutor (e do encosto do bau incomodando a senhora…) tudo estaria 100% satisfatório. O consumo? A pior marca foi 16 km/l, a melhor 19 km/l, ou seja, dentro do esperado.  Com este relato a avaliação de UM MÊS AO GUIDÃO com a BMW F 800 GS chega a sua metade. A distância percorrida está “fraquinha” perto do que fizemos com a Tiger, e assim a ordem é colocar a BMW na estrada, algo que não exige procurar muito a candidatos dispostos…

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