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BMW F 800 GS, UM MÊS AO GUIDÃO – PARTE 5

Enviado por on 5 de Abril de 2013 – 0:004 Comentários

UMAG GS:5-1Para dar uma acelerada na quilometragem, a semana da BMW F 800 GS teve um colaborador novo empenhado em uma viagem ao interior paulista, através da qual em dois dias acrescentou pouco mais de 600 quilômetros ao hodômetro da motocicleta alemã. No roteiro, muita estrada tortuosa – a região visitada foi a de Amparo e Socorro –, local que Paulo “Spy” Araújo conhece como a palma da mão. Eis o relato:

Paulo definiu a GS como "tanque de guerra".

Paulo definiu a GS como “tanque de guerra”.

“Gosto muito da BMW, moto que tem a robustez estampada em suas formas. E além disso nessa cor ela me transmite algo de miltar, um tanque de guerra sobre duas rodas. E na verdade a força do motor é mesmo de tanque de guerra, já que empurra forte em qualquer rotação. Para sair de São Paulo encarei um congestionamento chato, de un dez quilômetros até chegara na estrada. Nesse balé do trânsito a GS dança bonito, e ajuda muito o guidão alto que sobrevoa os retrovisores da maioria dos carros. No meu dia a dia normalmente uso uma Yamaha Fazer que é obviamente mais leve e ágil, mas que ‘enrosca’ quando o corredor entre os carros é apertado demais. Por outro lado, a GS apesar de ser bem equilibrada é uma moto mais pesada e alta, e para quem como eu tem 1,69 m de altura, é preciso cuidado. Um vacilo que seja e o risco de tombar a moto por conta do pé que não chegou ao chão é real.”

O baú, opcional da BMW é de excelente qualidade. Mas o preço ainda não foi informado.

O baú, opcional da BMW é de excelente qualidade. Mas o preço ainda não foi informado.

Pois é, Paulo não é alto e a BMW tem um banco que, para ele, está colocado a uma distância do solo que complica a vida. Mas isso ele compensa com a experiência de mais de 30 anos de guidão e alguma experiência no fora de estrada: “Tenho uma casa de campo e lá ‘mora’ minha velha Honda XL 250R que só anda na terra, fim de semana sim, fim de semana não. E isso me a manha para administrar a BMW nestes dias. O grande problema acaba sendo a manobra, estacionar, colocar no cavalete central quando for o caso e tudo mais.  Aliás, gostei dos cavaletes que são firmes e robustos, sendo fácil subir a moto no central mesmo quando o bauzinho está carregado.”

O painel, completo, pleno de informações.

O painel, completo, pleno de informações.

O colaborador comenta que, na estrada, até a velocidade limite de 120 km/h – ou até mesmo um pouco mais – a bolha parabrisa oferece proteção suficiente e a sensação de segurança é total: ” A F 800 GS é uma moto que faz tudo bem na minha opinião. Anda bem, freia bem e, em curva, é tão fácil que provoca a gente, induz a abusar. E quando chegou o trecho mais travado da minha viagem foi um prazer o jogo de reduzir, frear e pular de uma curva para outra aproveitando a boa resposta do motor. Como viajei sozinho não senti a balançada da frente relatada por Decino quando em alta velocidade, mas me incomodou um pouco o jeito que o motor ‘corta’ quando a rotação chega ao limite. No entanto isso aconteceu poucas vezes, apenas no pequeno trecho em que resolvi apertar o ritmo em um raro trecho de asfalto liso.”

No final de seus quilômetros com a F 800 GS, Paulo analisa a maxitrail da BMW: “O consumo nos três abastecimentos que fiz bateu na mesma marca, 17 km/l, o que achei algo excessivo pois não abusei muito do acelerador. Conforto é um ponto alto, assim como a ergonomia e a qualidade de alguns componentes como o banco – que para mim poderia ser o mais baixo, opcional –, o painel, as rodas e o bom painel. A existência de ABS e controle de tração é uma tranquilidade, apesar que em nenhum momento do meu tempo de guidão senti a ação destes ‘anjos da guarda’ eletrônicos. Ruim, mesmo, só uma coisa. O preço. Ela devia custar 5 mil reais menos na minha opinião, na casa dos 35 – 37 mil reais.”

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Para o final de semana, um colaborador promete colocar a BMW novamente na estrada para rodar algo como mil quilômetros. Veremos na 2ª feira se ele conseguiu….

Obeservação: ainda não podemos informar o custo do punho de luz (e respectiva mão de obra) substituído dias atrás, assim como o preço do top-case. Na próxima atualização traremos tais informações.

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  • Emilson FErnandes

    A apresentação da GS 800 no exterior fala em regulagem de altura da suspensão como opcional… este opcional é só para a suspensão eletrônica, ou é algo mecânico do tipo que a XR 250 tinha ?

    • Roberto

      O ESA é um opcional que não está disponível no Brasil. O sistema é eletro-hidraulico. Não há regulagem de altura na F 800 GS mecânica, similar à da Tornado, apenas uma regulagem na tensão da mola traseira que não altera altura. O único modo de “baixar” a F 800 GS no Brasil é optando pelo banco mais baixo, um opcional que consta do catalogo.

  • Renato

    O relato de Paulo “Spy” foi bem próximo dos anteriores, apontando praticamente os mesmos pontos a favor e contra. Porém, ele não tem a comparação com a Triumph, que é o intuito deste teste.
    Particularmente permaneço na duvida, pois tenho uma deliciosa V-strom DL 1000 e procuro algo “menor” e um pouco mais atualizada.

    Do mais , meus parabéns a revista pelos testes realizados de forma clara e realista.
    No aguardo do próximo episódio.
    Até lá.

  • Tabajara

    Essa alemã é o sonho de muitos, mas o que impede é o custo de manutenção altíssimo no Brasil.