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BMW F 800 GS, UM MÊS AO GUIDÃO – PARTE 6

Enviado por on 9 de Abril de 2013 – 23:363 Comentários
Na parada em Paranaguá, a F 800 GS espera o embarque no trem, destino Curitiba

Na parada em Paranaguá, a F 800 GS espera o embarque no trem, destino Curitiba

O colaborador Ciro Fonseca Jr. gosta de maxitrails. Já teve várias, inclusive uma BMW F 800 GS por um breve período logo que o modelo aterrisou no mercado nacional. E foi para matar a saudade confessa e, principalmente, poder renovar suas impressões logo depois de ter pilotado a Triumph Tiger 800 XC, que Ciro rodou exatos 914 quilômetros com esta nova GS. Vejamos o que ele disse…

“Sinceramente sempre achei a BMW F 800 GS uma moto excelente, praticamente sem igual. Para mim, que tenho 1,70m de estatura as 1.200 cc são exageradas no tamanho e as 600cc um pouco fracas. Assim, esta medida de 800cc  é ideal, tanto para viagens quanto para andar na cidade. Porém, tenho de confessar de cara que depois de andar na Triumph Tiger 800 XC a GS perdeu seu trono. A inglesa se tornou a minha moto dos sonhos, deixando a esta BMW para trás.  Mas por pouco, claro:  falar que a F 800 GS não é excepcional seria uma heresia!”

A bela cor da GS atraiu Ciro, mas sua preferida ainda é a Tiger.

A bela cor da GS atraiu Ciro, mas sua preferida ainda é a Tiger.

Para emitir este importante veredito, Ciro e alguns amigos partiram de São Paulo rumo ao Paraná, mais exatamente para a bela Estrada da Graciosa até alcançar a cidade litorânea Paranaguá, trecho de cerca 450 km feito de estradas variadas e, principalmente, as curvas e bela paisagem da Estrada da Graciosa. E nesta exigente condição, Ciro, sua acompanhante, e bagagem acondicionadas na bolsa de tanque e top case se divertiram, muito:  “Gosto de tudo na moto, principalmente das suspensões que para mim, só perdem mesmo para as da KTM Adventure 990. A altura do assento é, porém, um problema. Bastante alta  complica a vida de quem tem menos de 1,80 m de altura, e também atrapalha o  garupa. Montar na F 800 GS foi um sacrifício para mim e para minha acompanhante. É uma moto de alemão, para os mais altos mesmo. As pedaleiras do garupa na cidade exigem cuidado, pois são muito expostas e podem com facilidade tocar nos veículos.”

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De Paranaguá Ciro e companheiros embarcaram suas motos no Serra Verde Express, um trem que faz o percurso de pouco mais de 90 km do litoral a Curitiba. A intenção não foi evitar a estrada, mas sim relaxar no trem, preparando a volta para São Paulo, mais 410 km desde a capital paranaense. Motos embarcadas, o grupo teve chance de conversar, e comparar suas experiências, cientes que o melhor da viagem já havia passado e que de Curitiba a SP, a crítica Regis Bittencourt cheia de caminhões e armadilhas, seria o “cardápio”. Ciro comenta mais sobre a F 800 GS: “O motor é mais que suficiente para viagens, não sofre nada nas ultrapassagens, mas confesso que os 10 cv a mais da Triumph tornam a pilotagem mais prazerosa que a da BMW. Na moto alemã a vibração acima dos 140 km/h incomoda um pouco, mas fazem com que você se sinta vivo, espanta o sono”, comenta o colaborador, rindo, que continua o relato. “Na viagem de mais de 900 km o controle de tração não precisou fazer sua função nenhuma vez, mas é um inegável auxílio, diria mais, uma tranquilidade saber que ele está ali. Por outro lado continuo achando esquisito o corte do limitador de giros do motor. Nas acelerações mais exageradas é preciso tomar cuidado pois quando ocorre o corte da rotação é muito repentino,  uma característica desta moto para se acostumar, para que não aconteça no meio de uma ultrapassagem, por exemplo, que pode deixar em má situação os menos experientes. Apesar disso, na estrada, apesar do vento forte que peguei em parte da viagem, ela oscila muito pouco e é muito estável, mesmo na chuva. Outro aspecto é que esta BMW chama muito a atenção por onde passamos, acho que principalmente pela linda cor e também pelo ronco do motor, muito prazeroso. Para mim é o mais bonito das motos de dois cilindros que eu conheço, nem muito alto, nem muito baixo…”. 

O logo sumiu, caindo na estrada. Problema besta, mas muito desagradável.

O logo sumiu, caindo na estrada. Problema besta, mas muito desagradável.

Ciro conclui seu relato com um elogio a BMW, reafirmando que apenas a Triumph Tiger 800 XC o cativa mais por conta da diferente característica do motor tricilindro, mais esportivo, mas que de fato ambas são muito semelhantes. Sobre consumo, nestes mais de 900 km a média obtida por Ciro foi de 18,9 km/l, tendo como melhor marca o recorde do teste até então, ótimos 24,2 km/l realizados nos cerca de 250 km finais da viagem, sem pressa de chegar e tomando cuidado com os radares. Na ida, mais animada, um trecho fez ver parcos 15,1 km/l. Um único inconveniente surgiu no convívio do colaborador com a F 800 GS: ao chegar a SP, Ciro notou a ausência do emblema, desaparecido em algum ponto da estrada entre Curitiba e São Paulo. Disse o colaborador: “Isso é uma coisa que não deveria acontecer em uma moto desse valor e de uma marca de prestígio. Não deixei a moto em nenhum momento sem vigilância nas paradas que fizemos, e isso portanto exclui um eventual roubo do belo logotipo. O logo me pareceu apenas encaixado, e o do outro lado não estão 100% firme. Pode ser que seja um problema específico desta unidade, não comum à outras F 800 GS espero.”

Punho elétrico direito, trocado em garantia: custa R$ 1.290,00. Muito caro!

Punho elétrico direito, trocado em garantia: custa R$ 1.290,00. Muito caro!

Sim ou não, o sumiço do logo é algo chato, mas não importante como por exemplo o problema ocorrido com o punho direito que teve de ser trocado logo no início do teste pois o botão de partida permanecia acionado, exigindo puxá-lo para impedir a contínua ação do motor de partida, o que certamente causaria danos. O gentil atendimento da concessionária na ocasião, a Caltabiano Norte, na capital paulista, não nos fez perder tempo, e realizado sem custo em regime de garantia uma vez que a moto contava com apenas 1.630 km. Contudo fizemos questão de saber qual seria a despesa caso tivessemos que arcar com o componente e respectiva mão de obra para troca. Eis o veredicto: R$ 1.290,00 é o preço do punho e R$ 50 é o que se paga pela mão de obra para a troca. Cifra que consideramos exageradamente elevada por uma peça que além da partida aciona o aquecedor das manoplas.

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  • Tabajara

    Essa F800 deve ser mesmo um maquinão. Tirando quantidade de revendas e assistência técnica, é só elogios. O preço…

  • Drausio Hermann

    Essa moto poderia ser melhor em dois ítens: banco mais confortável e tanque de combustível maior (só tem 16 litros). Na Europa é possível comprar um banco anatômico BMW, como acessório.

  • http://econoespaco.blogspot.com Luiz Augusto Victorino Alves Corrêa

    Tem algumas coisas que não entendo na BMW do Brasil. Esse modelo dificilmente é utilizado para trilha. Por que não equipá-la com o banco confort e também com uma bolha mais alta?

    Vale ressaltar que a estatura média dos tupiniquins é bem diferente dos alemães… o modelo deveria vir com a opção de um banco mais apropriado, ou então disponibilizarem o modelo F700GS.