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BMW F 800 GS, UM MÊS AO GUIDÃO – PARTE 7

Enviado por on 12 de Abril de 2013 – 21:154 Comentários

 

Viagem ao sul do país: dois mil quilômetros em três dias.

Viagem ao sul do país: dois mil quilômetros em três dias.

Dois mil quilômetros em três dias, de São Paulo/SP a Bento Gonçalves/RS, na Serra Gaúcha. Autor da maratona? Quinho Caldas, homem que quando o tema é andar de moto, não deixa por menos.

Esta rodagem “sem miséria” serviu para colocar uns derradeiros “pingos nos is” para este que é o penúltimo relato antes da conclusão final, que publicaremos terça-feira próxima.

Quinho já tinha rodado com a BMW F 800 GS na cidade, pouca coisa, e a esta experiência urbana se somou a grande e esclarecedora quilometragem que o levou ao sul do país. E como ele mesmo disse, foi uma viagem de sorte, pois sem nenhum problema, sem nenhum susto, sem estresse de nenhum gênero. E com bom tempo.

O veterano do guidão iniciou seu depoimento comentando sobre o surpeendente bom estado da estrada, à partir de Curitiba: “Saí de SP cedo, e logo na garagem aconteceu um imprevisto. Quando fui tirá-la do cavalete lateral, acabei deixando-a tombar. Não houve danos, nem na moto, nem em mim, mas fiquei meio cabreiro, imaginando se aquele tombo queria dizer algo, um mau presságio para uma jornada na qual teria de encarar mil quilômetros. Mas felizmente, nada de ruim aconteceu e este pequeno acidente serviu para confirmar que pernas curtas como as minhas e esta F 800 GS não combinam muito. Se fosse comprá-la, optaria pelo banco opcional, que reduz a altura. Aliás, por qual razão a BMW já não vende a GS com este banco visto que a estatura média do brasileiro está mais para a minha, cerca de 1,70 m, do que para a dos europeus?”

Estrada ruim? Só o trecho entre SP e Curitiba...

Estrada ruim? Só o trecho entre SP e Curitiba…

Quinho tem razão. O fato de ser montada em Manaus favoreceria a operação de tornar padrão o banco baixo. Aliás, de acordo com um funcionário de uma revenda BMW, a altura do banco é uma bronca recorrente dos clientes. “Além de alta – prossegue Quinho – a moto tem o dispositivo de segurança que impede ligá-la com o cavalete lateral armado, o que complica a vida de quem não e alto, já que se o dispositivo não existisse seria possível ligá-la e sair, batendo o pé no cavalete com a moto já em movimento. Sei que isso não seria correto do ponto de vista da segurança mas… baixinho sofre para sair com a GS, e se o chão for irregular, a coisa então piora e muito….”.

Questionado sobre o outro cavalete, o central, Quinho Caldas considera sua existência muito adequada, mas que não refresca a vida: “Mesmo no central, fica difícil para sair com aquela ‘jogadinha’ de corpo. Ele é firme, fácil na hora de levantar a moto, mas relutante quando deve ser desarmado. É claro que com a convivência, acaba-se pegando a manha de não ‘apanhar’ da GS, mas que para os que tem pouca perna a moto é difícil, isso é.”

E no trânsito? Quinho conta sua saída de São Paulo: “Depois de cair na garagem poucos quilômetros até a estrada mostram um lado ótimo, que é a aglilidade da F 800 GS, esperta demais para se esgueirar no tráfego pasado, sobrevoando espelhos e passando em frestas facilmente. Só que… se caso for preciso apoiar o pé no chão,  é problema, ao menos para mim. Outra coisinha chata vem de uma engasgadinha que notei em baixa rotação, na hora de reacelerar surge uma falha, mínima, rápida, mas que é bem inconveniente. Porém, uma vez na estrada, a BMW é só alegria, ou quase só alegria.”

Bom tempo durante todo o trajeto, e consumo médio de 19 km/l

Bom tempo durante todo o trajeto, e consumo médio de 19 km/l

Quase? Sim, Quinho gostou demais da moto, mas tem ressalvas a pontos que considera importantes: “É impossível não lembrar que a Triumph Tiger tinha uma bolha parabrisa apenas um pouco maior que esta e muuuuito mais eficaz. Acima dos 110-120 km/h na BMW começa uma chateação no topo do capacete, que, claro, aumenta conforme a velocidade sobe. Não sei se é a peça que é curta demais ou se o desenho não é bom do ponto de vista aerodinâmico. Outro incômodo rodoviário vem das vibrações, especialmente nas pedaleiras, que vão ficando mais fortes lá pelos 130-140 km/h. Acima disso, fica insuportável, mas aí já é uma velocidade que não convém, criminosa.  Mesmo assim, é um lado pouco positivo da BMW face a Tiger, que apesar do calorão emanado pelo motor, não vibrava tão intensamente nessa condição. Problemas também vem do banco, que é meio duro, e confesso que nos últimos 200 quilômetros da viagem comecei a procurar ‘sentar diferente’, para aliviar o desconforto.”

Apesar de vibrante, Quinho elogiou o bicilindro da BMW: “Ele tem uma grande saúde, responde bem e empurra em todas as faixas de rotações. Nota-se que a cavalaria é menor que na Tiger especialmente nas retomadas, mas o menor peso da BMW quase compensa. Outro ponto muito positivo vem dos faróis, potentes, tanto o alto quanto o baixo, e o painel, com ótima visibilidade e que não incomoda por excesso de luz, como ocorria na Tiger.”

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Ao cabo de maratona ao guidão, Quinho promove a BMW, definindo-a “um grande projeto, bem realizado.”, mas reclama das falhas apontadas – bolha parabrisa, banco alto e duro as principais – e também do preço: “É cara, não deveria custar mais que a Tiger apesar de ter o controle de tração. Comigo, rodando sempre em pista seca, não percebi sua atuação mas é bom saber que existe. Quanto aos freios, achei ótimos, mas a intervenção do ABS traseiro é um tanto quanto precipitada. Suspensões e o equilíbrio ciclístico do conjunto é destaque. Mas o sobrepreço face a Triumph não se justifica”.

Na viagem de Quinho, o consumo médio foi de 19 km/l, com pior marca sendo de 14,55 km/l e a melhor 23,74 km/l. Agora, para o derradeiro fim de semana em nossas mãos, a BMW F 800 GS terá um refresco: pequenos trajetos e um colaborador experiente ao guidão…

 

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  • Marcelo Liscio Pedrotti

    Parabéns pelos artigos contidos no tópico “um mês ao guidão”, especialmente aqueles relativos a triumph tiger 800 e BMW F 800 GS. Tenho uma BMW F 800 GS e as observações feitas pela maioria dos pilotos e repórteres está ótima, com elogios e críticas bem acertadas. Aproveito para perguntar se vocês não vão colocar nos próximos testes a Triumph Tiger Explorer 1200? Grande Abraço e cumprimentos pelas ótimas resportagens.

  • Emilson FErnandes

    Gente ! Volto a perguntar. No site da BMW (pelo menos nos de fora!) se fala em possibilidade de regulagem da altura da moto … afinal, porque ninguém comenta isto por aqui?

  • http://fortesdemadeira.blogspot.com.br Solon Soares

    Pois então, parabéns pela viagem e pelos comentários. Realmente a altura da GS deixa a desejar. Para uma moto que pretende ser of-road, além do peso, o excesso de altura não é admissível. Eu mesmo passei por algumas situações de “risco” ao tentar dar ré na moto e faltar o chão.
    Quanto a falha que o amigo comentou, ela existe sim, e não tão imperceptível. Ah quem não note de imediato, mas ela existe. Andam falando que não existe no modelo 2013, o que deixa claro que os modelos anteriores tem falha. O pior é o não reconhecimento desse problema pelas concessionárias. A minha moto tem essa falha e a de um amigo também. Ele está brigando muito por causa disso e o pessoal da oficina diz que é normal e tal. Mandaram colocar gasolina Pódium que passa. Como se gasolina boa fosse a praxe no Brasil.

  • Leandro Silveira

    Muito se comenta sobre o banco confort… sim ele existe, mas ja procuraram saber o preço? R$2.500,00 num banco é um pouco demais.. Pode confirmar esse valor redação? heheh pelo menos nesse quesito na Triumph é mais barato (ajuste de altura no proprio banco)