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TESTE: CB 300R Vs. FAZER 250 BLUEFLEX

Enviado por on 9 de Maio de 2014 – 1:0623 Comentários

 

_EPI0001Nosso primeiro comparativo reunindo motos flex do mercado trouxe duas boas street, a Honda CB 300R e a Yamaha Fazer 250 BlueFlex. Esta última, lançada em meados de 2012, foi pioneira na tecnologia bicombustível para as 250 cc. A resposta da Honda veio em fevereiro de 2013, trazendo a tecnologia flex e um novo defletor lateral integrado à carenagem – aumentando a ligeira imagem de “musculosa” que o modelo tem, enquanto a Fazer exibe um visual menos ousado e, nesta versão flex disponível apenas nas cores prata ou preta, bem discreto. O acabamento da Honda é superior, e aparece mesmo em detalhes como a exclusiva shutter-key – sobrefechadura acionada magneticamente pela extremidade da chave.

Por sua vez, os painéis são modernos e oferecem informações suficientes. Semelhantes, trazem contagiros analógicos e displays digitais com velocímetro, um hodômetro total e dois parciais, marcador de nível de combustível e as tradicionais luzes-espia para injeção eletrônica, neutro, farol alto e piscas. A Fazer traz também o útil hodômetro do combustível (fuel trip). Em relação às motos movidas a gasolina das quais derivam, trazem ainda espias específicas para alertar sobre a concentração excessiva de etanol no tanque – em ambas deve-se sempre adicionar uma pequena proporção de gasolina para facilitar as partidas sob temperatura ambiente abaixo de 15ºC. Uma providência simples e relativamente prática, pois a tendência na indústria automobilística é o pré-aquecimento do etanol, dispensando qualquer trabalho extra.

Curioso é o SYS (Sistema Yamaha de Segurança) da Yamaha: quando a luz-espia pisca, indica que a temperatura ambiente está abaixo dos 20ºC e que, mesmo assim, a partida pode ser dada normalmente. Quando permanece acesa com o motor em funcionamento, acusa que a temperatura ambiente está muito baixa e que o SYS está ativado: é preciso esperar ela se apagar para partir com a moto, pois caso você engrene uma marcha nessa situação, o motor é desligado. O sistema visa evitar que o motociclista saia com o motor falhando, o que tem potencial para criar situações de risco.

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DUAS OU QUATRO? – Os motores são bem diferentes, apesar de coincidirem na refrigeração a ar e na adoção de bons radiadores de óleo. A Honda aposta no DOHC (Double Over Head Camshaft, dois comandos no cabeçote), de 291,6 cm3 e quatro válvulas, derivado daquele da antiga Twister. Desenvolve torque de 2,82 kgf.m a 6.500 rpm e potência de 26,53 cv a 7.500 rpm quando abastecida com gasolina, ou 2,86 kgf.m e 26,73 cv quando se utiliza álcool. A variação pequena se deve, entre outras coisas, à manutenção da taxa de compressão da moto “petrolífera”. No geral suave, na faixa de rotação acima das 7.500 rpm este DOHC apresenta uma pequena vibração.

Já a Yamaha optou por algo mais simples, mas bastante eficaz: o OHC (Over Head Camshaft, um comando no cabeçote) de 249 cc e duas válvulas, tem arquitetura singela, mas traz segredos vindos diretamente das pistas – como o pistão forjado compacto e o cilindro com revestimento cerâmico antidesgaste e antiatrito. Assim, apresenta 21 cv de potência a 8.000 rpm e 2,10 kgf.m de torque a 6.500 rpm – a Yamaha não divulga diferenças quando se abastece a BlueFlex com etanol, e como na rival, não houve alteração na taxa de compressão. Pouco vibrador, este OHC exibe um inconveniente ruído, como se fosse comando ou biela “batendo”.

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Há 10 kg de diferença entre os pesos a seco das duas motos (147 kg a Honda sem ABS e 137 kg a Fazer), mas como a primeira tem capacidade cúbica 20% maior e é bem mais potente, a lógica se fez presente: o desempenho da CB é melhor, mas não tanto quanto os números fazem supor – o que é um mérito para a Fazer, que tem apenas duas válvulas. A Honda leva vantagem principalmente nas retomadas, mas mesmo sua velocidade máxima é um pouco maior (136 km/h, contra os 133 km/h da BlueFlex), o mesmo ocorrendo com as acelerações. Os câmbios não atrapalham nenhuma delas: com cinco marchas, são precisos e bem escalonados, com pequena vantagem na maciez de engates na CB. Para melhorar, seria interessante que ambos contassem com a sexta marcha, pois em trechos longos de estradas as duas pedem uma velocidade a mais para aliviar o motor e trazer mais economia.

Nas nossas medições, anotamos acelerações e retomadas minimamente melhores com etanol. A lógica aponta para a melhora, pois com este combustível, que tem maior octanagem, os sistemas automaticamente reajustam o ponto de ignição até o limite conveniente, teoricamente ajudando no desempenho. Voltando ao petróleo, nas duas motos não registramos tendência à pré-ignição, muito comum em veículos flex quando abastecidos com nossa gasolina de octanagem apenas regular.

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Em termos de suspensões, há duas escolas diversas. Com apelo um pouco mais esportivo, a Honda CB 300R tem amortecedores dianteiros de 130 mm de curso e um monoamortecedor traseiro de 105 mm de curso, sem regulagem ou links (é fixado diretamente à balança). É uma moto fácil, ágil nas mudanças rápidas de trajetória, com uma ciclística muito bem acertada. A estabilidade é ponto alto, no que colaboram os pneus mais largos (110/70-17 frontal e 140/70-17 traseiro, contra os 100/80-17 e 130/70-17 da Yamaha). Falando em BlueFlex, suas suspensões exibem 120 mm de curso na dianteira e um monoamortecedor para 120 mm na traseira; tem links e cinco regulagens de pré-carga, deixando a moto mais macia e progressiva e melhorando o conforto, sobretudo na cidade. Gostamos mais das suspensões Yamaha, por serem mais confortáveis, sem chegar a comprometer a estabilidade.

Quando o assunto é frenagem, as duas concorrentes se saem bem. Além de virem calçadas com ótimos pneus, têm freios dianteiro e traseiro a discos de bom tamanho – respectivamente 276 mm e 240 mm na Honda, e 282 mm e 220 mm na Yamaha. As duas têm pinças flutuantes de dois pistões na frente (três, no caso da CB com ABS) e pinça flutuante monopistão atrás. São motos que param com segurança, mas ela pode ser maior ainda só na CB, que oferece a (cara) opção dos freios C-ABS, que reúnem os benefícios do ABS e do CBS (Combined Brake System, sistema combinado, com o pedal acionando parcialmente também o freio dianteiro). Pena que isso custe nada menos que R$ 1.700 – e olha que já chegou a custar R$ 2 mil!

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VIAJANDO – Duas excelentes opções para se rodar na cidade, na estrada a CB ataca com seu maior desempenho, enquanto a BlueFlex procura reagir com o maior conforto, notadamente em suspensões e no menor nível de vibração – apesar de seu motor gerar mais ruídos que o da CB, que tem um eixo balanceador menos eficiente. Nas tocadas noturnas, as duas fazem valer os refletores multifocais e a boa potência de 55/60W dos seus faróis, aumentando a segurança. Quanto à lanterna traseira, o destaque vai para a Fazer, com design moderno e iluminação por LED. Ambas geralmente conseguem manter 120 km/h, a velocidade máxima permitida nas melhores rodovias do País, mas quando se coloca etanol nos tanques (18,4 litros o da CB e 19,2 o da Fazer) as autonomias caem até 30%, exigindo atenção com a distância em que está o próximo posto de combustíveis.

Já que tocamos no assunto, quanto essas motos gastam de cada combustível? A Yamaha é razoavelmente econômica até 6.000 rpm, quando chega a fazer marcas vizinhas dos 30 km/l (gasolina) e 22 km/l (álcool), tanto na cidade como na rodovia. Passando dessa rotação a BlueFlex passa a beber bem mais – por exemplo, na estrada, imprimindo 7.800 rpm para conseguir manter 120 km/h indicados, obtivemos com o combustível vegetal apenas 18,6 km/l: com 280 km rodados o indicador de combustível começou a piscar indicando a reserva, e com 375 km completados o combustível acabou. Repetimos o trajeto usando gasolina, e a surpresa é que as coisas não melhoraram muito: 22,5 km/l à mesma alta velocidade, indicador piscando com 115 km e combustível terminando ao se completarem 432 km. Bem dentro do que a fábrica sugere: a BlueFlex passa a gastar cerca de 20% a mais quando abastecida com álcool.

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A Honda gasta um pouco mais, com o agravante de ter um tanque ligeiramente menor (contrariando as aparências). Até rotações medianas pode registrar algo entre 28,5 km/l com gasolina e 20 km/l com etanol. Na estrada, a 120 km/h, faz cerca de 18 km/l com álcool e 22 km/l com gasolina. Com as duas motos, deve-se levar em consideração ainda uma outra conta, lembrando que a diferença de preço entre os dois combustíveis varia conforme o período do ano ou a região. Abastecer com álcool é vantajoso quando custa menos do que 70% do preço da gasolina, aproximadamente. O cálculo é simples: basta multiplicar o preço da gasolina por 0,7, se o resultado for inferior ao preço do álcool no posto, é mais vantagem abastecer com o combustível de origem vegetal.

Enfim, quem ganhou? A análise das notas abaixo revela que em nenhum dos itens uma abriu mais de meio ponto de vantagem em relação à outra, o que faz ver grande equilíbrio. A Honda ganhou em seis itens, a Yamaha em quatro, e na soma geral das notas a CB 300R vence por um mísero pontinho. Quase um empate técnico. Todavia, por praticamente o mesmo valor, quem optar pela Honda leva mais performance global oferecida pelos 41,6 cm3 a mais do motor. E vale frisar que na Fazer não há frenagem ABS opcional, o que é um pecado grave.

A CB 300R, que pode ser preta, vermelha ou branca, tem preço sugerido de R$ 12.040 (versão Standard) e R$ 13.740 (versão C-ABS). A garantia é de um ano, sem limite de quilometragem. A Yamaha Fazer 250 BlueFlex, nas cores branca ou azul, tem preço sugerido de R$ 11.990, e a mesma garantia. Os seguros, indispensáveis nas grandes cidades brasileiras, têm preços salgados – principalmente o da Honda. Na nossa simulação com um perfil padrão, variaram de R$ 2.978 (Fazer) a R$ 4. 300 (CB 300). Se quem compra uma moto flex pensa bastante na economia, este é mais um bom motivo de ponderação.

 

Texto: Felipe Passarella/Fotos: Gustavo Epifanio/Edição 220, Abril de 2013

 

boletim cb300 vs fazer 250 flex site

 

ficha cb 300 flex site ficha fazer site

medicao cb 300 flex site

medicao fazer 250 flex site

  • Tabajara – São Carlos – SP

    Eu não ouvi ninguém reclamar da Yamaha. Creio que as reclamações com a CB 300, seja com relação a algum ajuste que ainda precisa ser feito.

    • neco

      internet tá ai cara, só procura que vc acha reclamações

      • luiz

        Então já que vc você TB acessa internet, sabe que as reclamações sobre a CB são infinitamente maiores do que a Yamaha… Só o tal vazamento de óleo, putz…

  • Adeilton Rodrigues

    Boa noite caros leitores. Sou proprietário de uma YS Fazer 2013 e realmente o que o Tabajara comentou procede, dificilmente você encontra um proprietário insatisfeito ou muito insatisfeito. Quanto a matéria não percebi imparcialidade no quesito Suspensões ao qual mesmo deixando a critério do “gosto cada um tem o seu, escolha”…deram uma estrela à mais a Honda CB300R poque será?…

  • http://www.revistadamoto.com.br samuel

    Gostei

  • rick

    ATÉ QUANDO A YAMAHA E A HONDA VÃO CONTINUAR EMPURRANDO ESTAS VERSÕES ULTRAPASSADAS COM TECNOLOGIA DA 2º GUERRA ? ISSO SEM FALAR DO PREÇO !!

  • http://www.revistadamoto.com.br/cb-300r-vs-fazer-250-blueflex/#more-8398 Sandro

    Tive uma Fazer 2011(já modelo novo) e simplesmente a melhor moto que possuí. Viajei bastante com ela e sempre fazendo médias acima de 29 km/l. Algumas vezes alcançando até 38 Km/l. Nunca deu problema.
    Vendi pra pegar uma XT 660 2012 e estou muito satisfeito. Yamaha é Yamaha!!

  • dalmofraga

    Pela primeira vez uma revista faz um comparativo sem “vícios”. Já possuí os dois modelos, uma CB e 03 Fazer. e o fato é que a Fazer não quebra,é pau para toda obra; sem contar aquele tanque que dá uma senhora autonomia. Não que a CB300 seja uma moto ruim, Mas A Fazer passa mais confiabilidade. Mas tudo é questão de gosto. Mas o comparativo foi excelente.

  • Nilmar Camilo

    Só um ponto que gostaria de comentar sobre o consumo da Fazer. Peguei a minha em 31 de março e uso ela para viajar minha menor média até agora andando entre 130 e 140km/h (acelerador aberto) foi de 22km/l. Vale colocar que viajo geralmente em pista dupla e não fico preso atras de transito. Ela é extremamente econômica.

    • Edivaldo Pazeto

      Não vejo onde ela é tão econômica se faz 5km/L á mais que a CB com 50cc á menos… pra mim dá no mesmo…

  • Alexandre

    A fazer é muito superior.
    Faltou acrescentar a durabilidade de cada projeto, a fazer possui uma média de consumo melhor do que a apresentada no teste (possuo a moto a 2 anos), depois de algum tempo a cb atinge com muita dificuldade sua velocidade máxima, sem contar vazamentos e trincos do cabeçote, ou seja as vantagens são inúmeras.
    Honda só vende essa bomba por causa das propagandas.
    Proprietários sempre satisfeitos com suas fazer 250.

    • rodrigorrps

      Cara qualquer moto so da manutenção conforme o cuidado do dono, Tenho uma cb300 tenho amigos q tem cb, e nunca tivemos problemas, entao cada um tem sua moto q merece, se o cara fk metendo pau na moto vai merecer uma moto q vai dar so manutenção, agora se o cara cuida, vai ter uma moto pro resto da vida!!

      • luiz

        Tenho um amigo que tem muito zelo por sua moto e sua xre 300 vazou óleo do cabeçote, problema esse que a honda reconhece apenas nas revisões de garantia.

  • Rafael Estevão

    tenho uma fazer, 2009/2010, modelo antigo ainda, andando na faixa dos 120 km/h, tenho um consumo de 28,5 a 30p/ litro, dependendo do combustível, passando disso, andando na média de 140km/h, cai o consumo pra 24 / 25 p/ litro, ótima moto, pelo comparativo, não vale nem a pena comprar uma flex.

    • Daniel Pereira

      tenha uma fazer 09/10 otima moto nunca deu problema é muito macia,velocidade maxima 142km por hora consumo medio andando a 120km é de 24km por litro de gasolina otima moto recomento,muito macia não quebra e não bate corrente.

  • Tiago Lima

    só 5 marchas msm? não é 6?

  • antonio andrade (rato)

    piloto sempre uma fazer das mais velha. a moto é possuida! do surra nos mané de 300 sempre, a fazer sempre atinge os 150km/h nas retas com uma boa constante, a 300 pifa sempre, sem contar que a fazer daqui tem o motor donzelo, nunca foi aberto!

  • Guest

    A fazer anda muito menos que a cb não tem como comparar! é muito CV a menos, não troco uma cb 300 por fazer nunca.

    • luiz

      Torque CB 2.80 kg/cv //// Torque FZ 2.10 kg/cv

      Velocidade max CB 136 km/h //// FZ 130km/h.

      Sem mais…

      • Charles Gabriel Vargas

        max 130 km/h? Nunca, ela da 150 namoral.

        • luiz

          Bem… Eu tenho uma, realmente dependendo do vento ou até mesmo ladeira ela dá… 130 & 136 São dados de pista de prova, onde não se baseiam pelo velocimetro da moto, usualmente ela chega a 140 no ponteiro! Hj por exemplo indo pro trabalho uma CB 300 repsol andou na minha frente, mas não abriu distância, tenho essa fz 2008/09 desde zero… Então posso falar com experiência de 60kkm a CB300r não deixa a fz pra trás (vice e versa)… Sou yamaheiro e tb possuo uma xt660z.

  • fabiano

    Ridiculo materia comprada!!!! fazer é bem melhor, economica, confortavel, barata e segua que esse lixo da cb 300 que é o mesmo “motor” de twister aff…..

  • fabiano

    Fazer=Economia, segurança, preço jUSTO, E ANDA MAIS QUE CB 300!! alem de ser mais BONITA!! PEÇAS BARATAS E QUEBRA BEM MENOS OU QUASE NUNCA SO TROCA OLEO PNEU E RELACAO A PARTIR DOS 30KM