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COMPARATIVO: HONDA NXR 160 BROS VS. YAMAHA XTZ CROSSER 150

Enviado por on 14 de Agosto de 2015 – 15:3126 Comentários
 

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Sob encomenda

A briga esquenta de vez: a Honda Bros totalmente renovada está à altura da Yamaha Crosser?

Texto: F. Passarella/Fotos: Gustavo Epifanio

A Yamaha, ao lançar sua Crosser 150, praticamente encomendou à Honda uma reformulação na cansada Bros 150. A resposta surpreendente – pela profundidade das modificações, incluindo um motor totalmente novo – não tardou e recebeu o batismo de Bros 160. São duas belas motos trail bicombustível, ambas mais voltadas ao asfalto.

“Bonita”: essa foi a opinião unânime de quem viu nas ruas a Bros 160. Com traços renovados que lembram a XRE 300, tem como destaque as grandes abas que envolvem o tanque, as laterais com a enorme inscrição “160”, o farol com linhas modernas e o acabamento refinado. A moto mantém o para-lama dianteiro alto, tradicional das trail. A Crosser responde com traços menos sociais, mais esportivos, com a marca registrada do bico, o para-lama baixo e o tanque (também com 12 litros) de metal, vestido por enormes abas protetoras. A carenagem frontal também é francamente mais esportiva que a da rival, abrigando um farol também moderno.

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A Bros 160 ganhou um painel digital. Parecido com o da CG Titan e suavemente iluminado em azul, traz nesta versão ESDD velocímetro com dígitos de bom tamanho, marcador de combustível e hodômetro total e parcial. Com isso, deixou de ter aquela grande desvantagem em relação ao painel da Yamaha, que com linhas mais esportivas traz um grande conta-giros analógico em destaque, hodômetro parcial, indicador de marcha engatada e marcador de combustível.

No quesito comandos do sistema elétrico, vantagem para a Crosser: aqueles da Bros foram modernizados até demais, pois os botões de pisca e buzina estão invertidos, como na maioria das Honda atuais. Muitos podem concordar com a teoria da Honda – “mais sinalização, menos buzina” –, mas romper a convenção representa incômodo e a buzina é um acessório de segurança. Interruptor de emergência do motor é tecla comum a ambas, mas as duas ficam devendo um lampejador de farol. Quanto ao contato, a Honda poderia sair em vantagem com a interessante trava adicional Comb Lock, mas infelizmente esse sistema que complicava a vida do ladrão tem sido suprimido nas pequenas motos da marca.

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Anabolizada – O moderno motor 160 da Bros é um OHC roletado até nos balancins, sendo silencioso e nada vibrador. O Yamaha 150 também é bem atual, muito suave mas um pouco mais rumoroso. São 14,7 cv a 8.500 rpm e expressivos 1,6 kgf.m a 6.000 rpm da Honda, contra 12,4 cv a 7.500 rpm e 1,29 kgf.m a 5.500 rpm da Yamaha, as duas abastecidas com etanol. Assim, as respostas mais rápidas que a Crosser exibia diante da Bros 150 foram por água abaixo, pois a nova Honda está claramente mais forte, sendo eliminada a sensação de moto “chocha” passada pela 150. Na estrada a nova Bros alcança cerca de 115 km/h reais, sendo um pouco mais veloz que a Yamaha, que para por volta dos 110 km/h reais. Contudo, na cidade a diferença de desempenho é pouca, graças às primeiras marchas bem curtas da Yamaha.

Falando em câmbios, ambos têm cinco marchas, muito bem escalonadas e de engates macios, principalmente na Honda. Entretanto, as transmissões das duas não têm coxins na coroa, o que pode implicar desagradáveis trancos durante as trocas de marchas mais displicentes e uma certa aspereza ao rodar em rotações muito baixas.

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A economia é marcante em ambas. A Crosser registra médias de 42,4 km/l e 30,7 km/l, respectivamente com gasolina e etanol, implicando autonomias de 509 km e 368 km. A Bros fez 39,2 km/l e 28,3 km/l, trazendo autonomias de 470 km e 339 km. Os tanques das duas motos têm 12 litros, suficientes quando usamos gasolina, mas nem tanto quando se abastece com etanol. Aliás, utilizando este combustível, a Bros falhava bastante a frio, em temperatura ambiente de 20ºC, com claro sintoma de excesso de combustível na mistura. Já a injeção da Yamaha se comportou de modo exemplar, com os dois combustíveis em questão.

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Urbanas -É bom o posicionamento de piloto e garupa, cumprindo a meta de proporcionar mais conforto que as pequenas utilitárias 125/150 cc. A cidade é o território preferencial dessas duas motos, e nela a Bros nos agradou um pouco mais. O guidão um pouco mais estreito (780 mm contra 810 mm) e o motor mais esperto garantem um dedo a mais de agilidade (a Crosser tem guidão mais alto e mais à frente). Porém, quem prefere motos mais macias irá preferir a Yamaha, tanto no tocante a suspensões quanto ao banco, de espuma mais macia – curiosamente, a Honda anuncia que o assento da novidade ficou mais macio em relação à versão anterior, mas notamos com nitidez exatamente o contrário. Outra curiosidade é a suspensão traseira da Honda, sem “links” (braços de conexão entre amortecedor e balança, teoricamente tornando o sistema mais eficiente e progressivo), absorver melhor as irregularidades do solo, sendo que a suspensão com links da Crosser tende a “quicar” em situações-limite, necessitando de um melhor ajuste do sistema hidráulico do monoamortecedor. Infelizmente, as duas dispensam regulador ao menos na tensão da mola.

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Os cursos das suspensões de ambas são iguais, 180 mm na frente e 150 mm atrás, garantindo conforto e boa estabilidade, com ajuda dos quadros de aço fechados e dos modernos pneus de grande aderência – principalmente no asfalto, pois o desenho dos sulcos não recomenda aventuras ousadas na lama. Sem falar nos aros 19” na frente e 17” atrás nas duas (inferiores aos 21” e 18” das trail tradicionais quando o assunto é fora-de-estrada), ou nos pesos um pouco elevados para motos pequenas, 120,2 kg a Yamaha e 121,4 kg a Honda.

Em relação aos freios, vantagem para a Bros, que tem sistema dianteiro um pouco mais potente, apresentando reações mais francas ao se apertar o manete direito. Na traseira a superioridade da Honda se amplia, com freio a disco também, 220 mm, fazendo par com o dianteiro de 240 mm. É notável a progressividade do disco traseiro, não tendendo a bloquear a roda, certamente com boa ajuda dos pneus modernos. O tambor 130 mm da Crosser passa a sensação até de ser mais potente que o disco Honda, mas a verdade é que ele é bem menos progressivo, bloqueando a roda com certa facilidade principalmente se o piloto for leve.

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Não deixamos de notar que estas motos têm curiosos “defeitinhos de fábrica”. A Crosser não pode ver um chão minimamente molhado que já ensopa os pés do piloto, aparentemente pelo direcionamento do para-lama dianteiro. Por sua vez, a Bros tem uma tampa lateral direita do motor com desenho pontudo que “frita” a canela do condutor nos dias mais quentes. São detalhes pequenos e de certa forma fácilmente solucionáveis, mas que acabam gerando incômodo no dia-a-dia.

Em nosso teste ambas se mostraram praticamente equivalentes e assim o melhor julgamento seria definir como empatada a partida. As duas atendem de modo igual as necessidades de quem escolhe este tipo de motocicleta.

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A Yamaha chacoalhou o mercado de motocicletas on/off road de baixa cilindrada com a Crosser 150, e rapidamente abocanhou 20% do segmento e forçou a Honda a revigorar sua Bros. Deu resultado, com substancial melhora na relação custo/benefício embora ainda julguemos ambas muito caras. O preço sugerido da Honda na versão top ESDD, esta que testamos, é de R$ 10.127, enquanto o da Yamaha, também top, é de R$ 10.515. As cores da Bros podem ser preta, vermelha ou branca. A Yamaha é oferecida nas cores branca, grafite ou laranja. As duas tem três anos de garantia. A Honda oferece troca de óleo grátis em sete revisões enquanto a Crosser tem plano de revisões a custo fixo.

notas bros 160 vs crosser

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  • Edney

    Perfeitas para o dia-a-dia, mas extremamente caras por serem uma 150/160cc…e tem o agravante que nos grandes centros são muito visadas. Mas são perfeitas para o que se propõe!!

  • Tabajara

    Embora já fosse previsível uma reação da Honda(muitos achavam que viria uma 180cc), ambas são bôas em suas propostas e nem precisam de mudança. Caras nesse Brasil varonil. Demais, até.

  • Luiz Carlos Tochetto

    40 por litro? minha crosser deve fazer 20-25! É uma bosta!!! Ela ta só com 2.500 rodados! pqp

    • JSB

      Cara, ou você fica sempre com o acelerador enrolado, e me refiro a 100% do tempo, ou está puxando uma carreta. Eu tinha uma Teneré 250 que fazia 28km/l e uma BMW GS 650 que fazia 24.8 km/l e andava bem rápido com as duas. A sua tem algum problema ou você mediu isso errado.

    • Sergio R Morais

      Conheço uma Crosser que faz até 48 km/l. Além do mais é uma Yamaha, a marca da emoção.

    • Alvaro Guatura

      Tenho uma Crosser, faço médias próximas de 31km/l com etanol, e 40km/l na gasolina, o que se repete em fóruns.
      Ou a gasolina aí é muito ruim, ou você que é o problema.

    • Paulo Neves

      Acho pouco provável amigo Luiz. Meu colega tem uma que faz 40km/l andando forte! Ou a sua moto está com algum problema ou vc mediu errado o consumo.

    • Erickson Martins

      Cara, sua moto tá “bebendo” mais que a minha Tenere 250, que faz média de 29/31km/l

    • George Matos

      Vixe, a minha faz 40 de boas.

  • Charles

    Esperando reacao da Yamaha, que já está demorando a mostrar novidades na crosser. Em BH nem tem a versão É, sem freio a disco, somente a ED, com freio a disco dianteiro. Muitas compradores reclamando de problemas com parafusos soltando, aros traseiras quebrando do nada (houve recall nesse caso) oxidação em algumas partes… Já fui a CC duas vezes, mas por hora estou esperando a 2016. Mas estou começando a olhar pra Bros, afinal nesse momento esta em igualdade relação a crosser.

    • Alvaro Guatura

      Já estamos na metade do ano e nada de Crosser 2016.. em compensação, a Honda apresentou a XRE190.

      • Vilmara Guijarro

        Estou pesquisando para tentar decidir qual comprar..Gostei muito dos comentários..esclareceram algumas dívidas porem trouxeram outras. Acho que vou esperar 2017 ..estou inclinada a apostar na Crosser…mas ..ainda não tenho certeza!!

        • Charles

          Comprei a Bros ESDD! Estou muito feliz com a moto. Não achei que a XRE 190 vale a diferença de 2.500 reais para a BROS ESDD (Belo Horizonte, Julho/2016). Impressões nos primeiros 500km com a BROS: Moto muito macia, bom torque, motor responde rápido e tem muita força nas marchas iniciais. Econômica, tenho registrado 35km/l com gasolina (a moto ainda está longe de amaciar e estou acelerando forte!) Estava muito inclinado a comprar a Crosser, mas as condições de financiamento apresentadas pelo banco Yamaha não foram tão boas quanto as oferecidas pelo banco Honda.

          • Vilmara Guijarro

            Concordo com vc! Aqui no litoral paulista, Santos, além do problema de financiamento com a Yamaha, vc chega nas revendedoras e pasme..eles não te dão opção de escolha da cor..falam que só tem a que está na loja..absurdo. Na dúvida..vou ficar com a Honda – Bros- Fiquei apaixonada pela XRE 190 mas além da diferença de preço…me senti intimidade pela moto..bem robusta..acho que pra mim a Bros está de bom tamanho..trechos urbanos..mais para trabalho .

          • George Matos

            A XRE é mais baixa que Bros sabia? =)

          • Vilmara Guijarro

            Deve ter sido por causa das cilindradas então. Comprei a Bros..estou muito satisfeita ..amaciando ela ainda..mas muto feliz.

          • George Matos

            Bacana também, muitas felicidades, em breve estarei com a XRE 190, muito ansioso. =)

      • Charles

        É verdade. Bonita ela é! Agora vou esperar sair a honda na CC e ir ver pessoalmente. Talvez a crosser já não seja a melhor opcao pra mim…

  • Rafael Xavier Silva

    Tenho a bros a 1 mês e não tenho nada a reclamar a minha esta com 2000 km e estou amando ela, nunca andei na crosser mas só de olhar não gosto do visual, quanto ao consumo já fiz 350 km com 9 litros acho ela bem econômica, até agora só elogios para a bros.

    • George Matos

      aheuahaueh, eu já sou o contrário, olho pra Crosser e babo no visual, já a Bros acho feiosa. =P

      • Vilmara Guijarro

        Me incomoda o paral ama dianteiro da Crosser..mas parece que em opção de mudar.

        • Thalita Amorim Alves

          Me incomoda tbm, parece que fizeram uma gambiarra alí…prefiro o para lama alto da bros

  • Alvaro Guatura

    A Bros não ficou mais cara na versão 160? Não é o que acontece nas concessionárias.
    Na estrada a Crosser merecia uma nota maior que a Bros, já que atinge velocidade máxima superior e possui muito mais estabilidade, diferença justificada pelo péssimo para-lama alto na Honda.
    Faltou dizer como a Honda mede a potência da moto.. em verdade, ambas tem desempenhos similares, quase idênticos, superior na Crosser em maiores velocidades, sendo que a 150 da Honda era inferior.

  • Christian Mix

    Já já chega por aqui o pessoal que da 130km/h na bros 150cc pra reclamar que a bros 160 da só 115km/h hahahaha Eles não sabem o que é velocidade real medida a nível do mar com ventos e moto carregada com peso x ou y, sentam umas moscas de 60kg na moto, a descer ladeira e falam que da 130km por hora na bros 150cc.

  • Michel

    Comprei minha crosser em abril desse ano e se arrependimento matasse eu tava morto a moto é muito confortável mais as peças de baixa qualidade ela ja ta toda enferrujada as peças de plástico ressecado e o pior ja deu o prego nao recomendo

  • Andre Henke

    Boa tarde, eu adquiri uma Bros 160 ESDD 2016/2016 em setembro 2016, ontem 07/03/2017 fiz a revisão dos 6.000 km na concessionaria honda de Maranguape-CE que me custou R$ 65,00 quanto ao consumo da honda bros 160, eu não tenho do que reclamar, rodo diariamente 100 a 120 km entre casa/trabalho/casa, estou fazendo as seguintes médias: 1º abastecimento 43 km litro / 2º 45 km litro / 3º 44 km litro / 4º 47 km litro / 5º 46 km litro / 6º 34 km litro etanol / 7º 42 km litro / 8º 48 km litro / 9º 49 km litro / 10º 48 km litro / 11º 47 km litro.

    Essas medias foram em abastecimento total, abasteci apenas uma vez com etanol, meu percurso é 75% rodovia andando a 80 / 90 km hora e 25% urbano com velocidade máxima 60 km hora.

    Não tenho o que reclamar da bros 160, esta superando minhas expectativas.

    OBS.: Todas as trocas de óleo eu faço na concessionaria a cada 1000 km que custa R$ 25,00 a revisão dos 6000 km me custou R$ 65,00

    Espero ter colaborado com as informações.

    Abraços