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COMPARATIVO: KAWASAKI NINJA 300 VS. Z300

Enviado por on 15 de Fevereiro de 2016 – 12:2911 Comentários
 

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É só questão de roupa?

Texto: Julio Rosenfeld/Fotos: Marcelo Alves

A Z300 acaba de estrear e promete repetir o sucesso de sua famosa irmã, a conhecida Ninja 300. Será que a diferença entre elas é apenas a carenagem?

Os lançamentos internacionais estão levando cada vez menos tempo para chegar aqui. No caso da Kawasaki Z300, foram apenas sete meses que separaram a apresentação do produto no Salão de Milão, o EICMA, em novembro do ano passado, e o nosso primeiro contato com ela em solo nacional. A Z300 já está nas concessionárias do país com valor sugerido de R$ 19.890, disponível nas cores verde, laranja e cinza. A versão com freios ABS será mais cara, R$ 21.890, e apenas com a pintura verde.

A Ninja 300, por outro lado, já está aqui desde o início de 2013 e, de lá para cá, teve apenas alterações nas cores. Atualmente seu preço parte de R$ 19.990 pela versão mais simples, disponível em verde, branco e preto, passa para R$ 22.990 se equipada com freios ABS e chega a R$ 23.990 nas versões especiais SE e a comemorativa dos 30 anos das Ninja, igual à cedida para este teste.

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O QUE É – Curto e grosso, a Z300 é uma Ninja 300 sem carenagem. O motor é o conhecido bicilindro de 296 cm3 que gosta de girar alto. Produz 39 cv de potência a 11.000 rpm e 2,8 kgf.m de torque a 10.000 rpm. Quadro, rodas, transmissão, freios e suspensões, tudo é compartilhado entre estas Kawasaki fabricadas na Tailândia e montadas em Manaus, AM. O design foi inspirado na Z800, a musculosa naked tetracilíndrica de 800 cc. Sem carenagem, a pequena Z300 ficou 4 kg mais leve que a Ninjinha.

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A proposta da Z300 é evidentemente mais urbana que a da Ninja. Os semiguidões foram trocados por um guidão mais alto, o que garante uma posição de condução mais ereta e confortável para rodar a baixas velocidades. Além disso, o menor peso sobre a dianteira se converte em mais agilidade no trânsito. Outra coisa diferente são os tubos do escapamento, um pouco mais curvados na Z, conformação que ajudaria a proporcionar maior torque em baixas rotações.

NA PISTA – Ao contrário do que de costume, iniciamos este teste colocando as duas para rodar no limite na moderna pista Velo Città, em Mogi Guaçu, SP. Porém, antes de acelerá-las a fundo, analisamos as duas lado a lado, e de cara verificamos as dimensões semelhantes, assim como pneus, rodas e ponteira de escapamento iguais e acabamento com um nível verificado apenas em motos maiores. Todavia, há algo bem diferente entre uma e outra: a personalidade. A Z300 lembra muito a Z800, com seu guidão alto e motor mais exposto, apesar de ainda haver uma boa quantidade de plásticos que dão uma “anabolizada” no visual. A Ninjinha, por sua vez, exala um ar mais esportivo graças à carenagem integral e semelhança com as Ninja maiores, ZX-10R e ZX-6 636.

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Ao montar, notamos que a única diferença na posição de condução se restringe ao quanto ficamos inclinados para a frente em função do diferente posicionamento dos guidões, já que a localização das pedaleiras e a altura do assento são idênticas em ambas.

A inesperada ausência de nosso piloto de testes Marcelo Camargo nos fez recorrer a uma ilustre ajuda: o jovem Leonardo Tamburro, piloto da Copa Honda CBR 500R e filho de um ilustre campeão do motociclismo dos anos 1970 e 1980, Mario Tamburro.

Na pista e especialmente nas mãos de Leonardo, a Ninja consegue ser evidentemente mais rápida que a Z300. A carenagem e semiguidões fazem diferença, pois o maior peso sobre a roda dianteira faz a frente ficar mais firme e plantada no asfalto. Em curvas onde a naked já ameaçava balançar o guidão, a Ninja seguia firme como em um trilho. No final da curta reta do Velo Cittá, de cerca 600 metros, ambas registraram pouco mais de 150 km/h, demonstrando que a melhor proteção aerodinâmica da Ninja não chegou a fazer tanta diferença neste pequeno espaço, mas certamente contribuiria para uma maior velocidade máxima em uma reta mais longa.

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Nas curvas as duas mostraram mudar de direção com extrema facilidade. Basta mirar para onde se deseja ir que elas vão sem exigir esforço. O limite de inclinação é admirável, é quase impossível raspar alguma parte no chão. Por outro lado, as saboneteiras dos macacões que usamos perderam bons milímetros de espessura. A estabilidade no centro das curvas é quase imperturbável na Ninja, já a Z tende a abrir a trajetória ou, quando forçada, balançar a frente, perdendo a compostura.

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Ambas utilizam o mesmo conjunto de freios, mas a Ninja apresentou perda de eficiência após algumas voltas, com o manete baixando e quase chegando a encostar na manopla em alguns momentos. Tal inconveniente não foi observado na Z. Como explicar? Possivelmente por um problema específico da unidade testada. As duas possuem pinça de pistão duplo e disco de mesma medida na dianteira. Atrás o disco é menor, mas mordido por uma pinça igual. Vale ressaltar também que ambas possuem embreagem deslizante (ou antiblocante), item geralmente encontrado em motos maiores e que impede o travamento da roda traseira nas reduções mais bruscas.

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Após muitas voltas a Ninja se comprovou bem mais efetiva para uso em pista, e não apenas uma moto fantasiada de esportiva. Se a intenção for participar de track-days periodicamente ou até mesmo tomar parte de corridas da Superbike Series, ela é a moto certa!

NAS RUAS – Rodando na cidade, a ausência de carenagem integral e os espelhos menos salientes da Z300 facilitam a vida para cortar o trânsito pesado. A posição de condução mais ereta não chega a fazer grande diferença pois, apesar de mais elevado, o guidão da naked ainda deixa o condutor levemente inclinado para a frente. As pedaleiras nas duas são um tanto recuadas mas o tanque, também comum a ambas, fornece um bom encaixe para os joelhos.

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O motor se mostra plenamente adequado ao uso urbano, e o comportamento é praticamente idêntico na naked e na esportiva, apesar das curvas de escape diferentes. A resposta abaixo das 2.000 rpm aparece sem engasgos, mas força mesmo só a partir de 4.000 rpm, marca que determina a subida mais rápida dos giros e a aceleração mais divertida. O ronco do bicilindro faz parecer que estamos a uma velocidade mais elevada que a real, e levar o ponteiro do conta-giros até a faixa vermelha – 12.000 rpm – em primeira marcha já é o suficiente para chegar a 60 km/h. O acelerador é fácil de administrar, fornece boa sensibilidade, e a embreagem é leve e não cansa a mão. O câmbio é macio e preciso e ainda conta com um item que facilita muito na hora de encontrar o neutro: uma trava que não deixa engatar a segunda marcha com a moto parada.

As suspensões oferecem uma ótima relação conforto/estabilidade. Na pista, mesmo com o ajuste de fábrica (há regulagem apenas na carga da mola traseira), elas se comportaram de modo impecável, e na rua também! Absorvem grande parte das irregularidades, o que impressiona principalmente na Ninja, uma moto com proposta mais esportiva.

Na hora de dar uma carona, elas são… apenas razoáveis. O passageiro fica em uma posição muito elevada e sua presença altera drasticamente o comportamento dinâmico, e o peso suplementar na traseira deixa a frente muito leve. Todavia, a Kawasaki oferece ao garupa um assento com espuma de densidade correta, tamanho aceitável e ainda colocou pontos de apoio sob a rabeta, que infelizmente não servem para amarrar bagagens. Salvam a pátria ganchinhos nas laterais pensados justamente para esta finalidade.

NA ESTRADA – A última etapa da avaliação foi em rodovias, mais um ambiente onde houve clara vantagem na Ninja. Na hora de passar longos períodos rodando acima de 110 km/h, qualquer proteção aerodinâmica é sempre bem- vinda. Por menor que seja, a bolha da pequena esportiva desvia boa parte do vento do peito do piloto e a carenagem integral deixa a dianteira mais estável e aumenta a sensação de segurança. A Z300 vai bem também, mas acima dos 100 km/h a ventania causa fadiga e desconforto.

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Quanto ao motor, ele sobra: rodando a 120 km/h com a sexta marcha engatada, a Ninjinha registra 8.100 rpm, enquanto a Z300 mostra 8.300 rpm. Para realizar ultrapassagens nem é necessário reduzir marcha, a não ser que se esteja abaixo de 100 km/h, quando as rotações caem para menos de 7.500 rpm. Mantendo rotações abaixo de 8.000 rpm surge o indicador ECO no painel, que avisa que a sede do motor está em baixa e assim é possível alcançar médias acima dos 21 km/l, suficientes para garantir autonomia de mais de 350 km. Vibrações são praticamente nulas, sentidas apenas quando tiramos a mão do acelerador.

CONCLUSÃO – Sob um ponto de vista mais objetivo e técnico, a Ninja venceu o comparativo contra sua irmã naked por ser melhor na pista e na estrada. Porém, é claro que para rodar na cidade a Z300 é a pedida. A novidade é muito gostosa de se levar no para-e-anda urbano. Além disso, ela chama mais atenção por ser um produto novo e ainda pouco conhecido. Quanto ao estilo, esta é uma questão muito individual: alguns preferem esportivas e outros nakeds, por isso a marca oferece as duas versões utilizando uma mesma – e muito boa – base mecânica e ciclística. Elas se equivalem também em termos de qualidade e acabamento, estão acima de outras motos de 250/300 cc que você conhece presentes em nosso mercado.

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Ao estabelecer o preço da Z300 a Kawasaki não pesou a mão em excesso, posicionando-a de maneira adequada, entre as 250/300 utilitárias e as 500 Honda, que oferecem algo mais em termos de potência mas não em equipamento e no prazer de pilotagem, coisa na qual estas duas Kawasaki são muito competentes. Enfim, estas “irmãs verdes” são excelentes motos e a Z300 tem tudo para repetir a história de sucesso da Ninja, iniciada já há bons anos e que não dá sinal de diminuir. ……….

notas Ninja 300 e Z300

desempenho Ninja 300 e Z300

grafico Ninja 300 e Z300

ficha Ninja 300 e Z300

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  • Carlos H.

    Estou na dúvida entre comprar uma Z300 ou uma DUKE 200. Na cotação de seguro a DUKE 200 leva uma GRANDE vantagem. No entanto a minha maior preocupação é o pós-venda. Alguém com experiência na área?

    • Rosenfeld8

      A Z300 provavelmente perderá menos valor ao longo do tempo e encara a estrada com muito mais conforto que a 200 Duke

      • Carlos H.

        Acredito nisso também. Fico preocupado com revisão, manutenção e compra de peças. Ouço muitas reclamações da duas empresas, tanto de atendimento quanto de falta de peças/autorizadas.

  • Henrique Neto

    vou pegar br todo dia indo pra facul ninja seria melhor

  • Wagner Silva

    Excelente matéria, dados comparativos, detalhamento e conclusão. A melhor matéria já lida sobre esse assunto. Imparcial e realista.
    O design da Z me atrae muito mais, porém pensando em ergonomia, conforto na estrada fiquei tentado pela primeira vez na Ninja

  • joserodney

    CHEGOU A YAMAHA MT 03, E LIQUIDOU ESTE LIXO. AI. KKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKK

    • joserodneyMustDie MustDie

      Mostra a tua Shineray aí ou teu fusca enferrujado. Pelo que vi no seu perfil você adora comentar coisas inúteis, agressivas e desnecessárias em tudo. A conclusão que chego é que você não tem dinheiro nem pra cair morto embaixo do viaduto, é uma bicha enrustida e invejosa de cabelos brancos que tá repreendida pela sociedade e louca pra sair do armário. Vá curtir a vida meu amigo, pare de tentar denegrir a imagem de pessoas, motos, carros, etc. Você é um bosta, um nada. Lembre-se disto! =) Tudo de bom pra você. Fui.

  • joserodney

    yamaha mt 03 e r3, são motos de verdade maior potencia. maior taxa de cmpressão moto de verdade. este troço verde deve ser bom pra parmerense. kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk

  • Kleython Rodrigues

    No quadro de resumo do desempenho a ninja perdeu em TUDO… Não entendi…

    • Jurandir Junior

      Talvez parceiro a ninja tenha perdido pelo fato de terem o mesmo motor no entanto a ninja 300 é cerca de 4 quilos mai pesada que a z 300. Acredito que seja isso, já que as diferença seja pouca.

    • Erick Jordão

      porque é um pouco mais pesada