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HONDA CB 1000R VS. KAWASAKI Z 1000

Enviado por on 4 de Março de 2015 – 19:354 Comentários

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Superpoderosas

Duas naked de temperamentos diferentes. Uma é mais agressiva e a outra mais controlável, qual a vencedora?

Texto/Imagens: Julio Rosenfeld/Gustavo Epifânio

 

Design impactante, motor monstruoso, acelerações alucinantes, conforto e praticidade. As naked de 1000cc conseguiram adaptar a esportividade das superbikes à um uso mais civilizado, direcionado para vias públicas. Aqui trazemos duas opções com a mesma proposta, mas filosofias de concepção distintas. De um lado a equilibrada e suave Honda CB 1000R, do outro a bruta e agressiva Kawasaki Z 1000. A CB já parte com uma vantagem no preço, por R$ 45.006 você coloca uma na garagem e ela vem com ABS de série. A Z começa em R$ 48.990, cobra 3 mil pelo ABS e mais mil pela pintura especial desta unidade testada, sendo que a outra cor disponível é a laranja.

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A CB 1000R chegou ao nosso mercado no final de 2011. Pode-se dizer que ela é quase uma CBR 1000RR de 2007 sem carenagem e guidão alto. O motor e o garfo foram adaptados da superesportiva, mas a configuração amansada a deixou com 125 cv de potência a 10.000 rpm e 10 kgf.m de torque a 7.750 rpm. Mesmo assim, nunca sentimos falta de disposição do tetracilíndrico de 998 cm3. A balança monobraço e as rodas em forma de shuriken – a estrela ninja – garantem uma forte identidade visual ao modelo. Desde se lançamento, a única coisa que mudou foram as cores diponíveis, que agora são preto, branco, vermelho a tricolor vista aqui.

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A nova Z 1000 estreou nas concessionárias brasileiras no final de abril de 2014 e apresenta diversas mudanças em relação à anterior. O design foi totalmente modificado, agora mais agressivo e futurista, parece algo que saiu de um mangá. Segue o conceito Sugomi, que significa impressionante em japonês, o mesmo aplicado à Z 800. O motor recebeu algumas alterações como novo mapeamento da ECU e uma nova caixa de ar. O resultado é um aumento da potência de 138 para 142 cavalos a 10.000 rpm e o acrécimo de um cativante uivo de sucção ao ronco do propulsor de 1.043 cm3. O torque aumentou em 0,1 para produzir um total de 11,3 kgf.m a 7.300 rpm. O garfo dianteiro também é novo, um Showa BPF de 41 mm de diâmetro com ajustes de pré-carga e compressão. As pinças do freio dianteiro agora são do tipo monobloco e proporcionam uma atuação mais eficaz, mas facilmente controlável graças ao funcionamento bastante progressivo. A nova frente também recebeu faróis com lâmpadas de LED, que garantem uma iluminação satisfatória considerando o mínimo espaço reservado a elas.

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CIDADE – Como toda boa naked, estes dois canhões são ágeis no meio urbano. A entrega de potência é controlável, com boa oferta de torque em baixas rotações e relações de marchas curtas. Com ambas, o condutor se encontrará frequentemente rodando em quinta ou sexta marcha, sem a necessidade de usar demasiadamente o câmbio pois seus proplusores são extremamente elásticos. Todavia, quando o trânsito aperta, a Honda começa a mostrar vantagens. O raio de esterço do guidão é algo maior, a embreagem tem funcionamento mais progressivo, o câmbio é ligeiramente mais macio, as suspensões com calibragem mais macia absorvem melhor as irregularidades e o conjunto é mais fácil de domar. A resposta menos abrupta do acelerador também ajuda nas manobras de baixa velocidade e sente-se menos o calor gerado pelo motor, que se mantém quase mudo, difícil de escutar, a rotações mais baixas. Ponto para a CB 1000R.

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ESTRADA – Ambas oferecem posição confortável para algumas horas de viagem e proteção aerodinâmica quase nula. Elas vibram muito pouco, não chegam a incomodar, e mantém a faixa de 5.000 rpm quando se trafega a 120 km/h. Porém, a CB 1000R têm o guidão um pouco mais elevado e garante algo a mais de proteção contra o vento que a Z 1000. Além disso, a Honda também oferece mais espaço para as pernas e as suspensões novamente fornecem mais conforto. Por outro lado, a Kawasaki entretêm com respostas eletrizantes e um ronco mais prazeroso. É preciso cuidado na hora de afundar a mão pois a frente sobe rápido, mesmo estando acima de 100 km/h, em segunda marcha. Ela também foi a mais econômica, marcando 17,4 km/l neste ambiente. Aqui não é possível dizer qual é melhor, depende do que o se quer, a Z 1000 é mais divertida e a CB 1000R mais confortável, um empate.
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CURVAS – Ambas são facilmente inclináveis e bastante obedientes. Em asfalto imperfeito, como encontrado na maioria das estradas brasileiras, a calibragem das suspensões da CB 1000R se adapta melhor, diminuindo as chances de uma perda de tração. A resposta menos agressiva do motor também ajuda a manter tudo sob controle. Já em uma pista, a história seria diferente. A calibragem mais rígida da Z 1000 permite contornar curvas com mais velocidade e menos ocilações. As pedaleiras mais elevadas possibilitam mais inclinação e a potência fará a alegria dos pilotos mais experientes. A frenagem eficaz é outro fator que ajudaria a baixar os tempos de volta. Nas pistas e estradas com boa pavimentação, a Z 1000 leva a melhor, mas para a maiorias das estradas nacionais, a CB 1000R garante mais segurança, outro empate._EPI6548

DESIGN – Apesar de estar inalterada há quase três anos, a CB 1000R ainda encanta quem a vê e, na opção tricolor cedida para o teste, ficou maravilhosa. Por alguns ângulos ela lembra muito sua irmã menor, a Hornet, a traseira delas é praticamente idêntica. Olhando de perfil, salta aos olhos a roda traseira exposta, graças à balança monobraço, e a ponteira de escapamento quase igual à da CBR 1000RR. Mas quem rouba mesmo a cena é a Z 1000. Por onde passamos surgiam curiosos querendo saber o que era aquela máquina. Como manda o conceito Sugomi, ela realmente impressiona. Suas linha são muito modernas e agressivas, parece que saiu diretamente do mundo da ficção para a vida real. Neste quesito, vantagem para a Z.

_EPI6486PRATICIDADE – Por adotar uma filosofia de impressionismo e agressividade a Z 1000 acabou sacrificando o conforto do passageiro. Este é castigado por um assento muito curto, liso, duro e com um detalhe estético pontudo que piora ainda mais a situação. Não há alças de apoio nem ganchos para amarrar bagagens e portanto, ou seja, inútil. Pelo menos ela oferece ao piloto a possibilidade de usá-la como transporte diário e diversão do final de semana. Já a CB 1000R topa estas duas utilizações e ainda consegue levar um passageiro com algum conforto. Como na CBR 600F e na Hornet, há duas cavidades sob a garupa que fornecem um lugar para o passageiro se segurar assim como um ponto de fixação para ganchos. Ponto para a Honda.

CONCLUSÃO – São duas motocicletas que cumprem com louvor o que prometem. Ambas fornecem acelerações alucinantes, conforto, agilidade e praticidade. A Kawasaki é mais agressiva em todos os aspectos, aceleração explosiva, frenagem potente, design imponente e um ronco sensacional. Já a Honda é mais racional, mais mansa, fácil de explorar, confortável e prática. A escolha depende do que se espera de cada modelo. Se a idéia for utilizar a moto diáriamente, a CB 1000R é mais recomendável. Já quem quer um objeto de diversão para o tempo livre e o condutor já possui um nível de experiência elevado, a Z 1000 agradará mais. De toda forma, não há como se decepcionar com nenhuma delas.

ficha cb1000

ficha z1000

 

notas cb1000 vs z1000

 

desempenho cb1000 vs z1000

Medições: Marcelo Camargo

 

 

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  • eduedu

    Esse site é da honda ?…..kkkkk…uma piada, matéria tendenciosa pra honda

  • Bruno Sousa

    Nunca fui fã de Honda, mas assim também é demais….A CB não é páreo para a Z1000

  • http://www.facebook.com/denner.wyller Denner Wyller

    eu até queria uma Z1000 mas tem que ter uma boa experiência com motos, agora andei na CB1000 e fui tranquilo igual uma 600!

  • Webster

    Tem muita gente na internet que é anti-Honda, principalmente os admiradores da Yamaha. Mas a CB 1000 é uma moto muito bem acertada. Não dá para meter o pau. O triste é pensar que um dia a Honda vai matá-la como fez com a Hornet, e nos tuchar uma Hornet 900 piorada e mais cara.