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HONDA CB 500X, O TESTE

Enviado por on 30 de Março de 2015 – 12:016 Comentários
 

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Medida certa

A versão aventureira chega para completar a família CB 500. É a melhor delas?

Texto: Julio Rosenfeld/Fotos: Gustavo Epifanio

Versátil. A característica mais marcante da Honda CB 500X é sua capacidade de fazer tudo, e com muita competência. A última integrante da família CB 500 chega com cara de aventureira e alma de naked, se posicionando como uma das motos mais completas do mercado atual. Mas toda essa versatilidade tem um preço, R$ 24.624, ou R$ 26.198 pela versão com ABS.

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Você é uma pessoa de uma moto só? Não faz questão de acelerações absurdas? Então certamente vai gostar desta máquina. Com uma tocada dócil, porém divertida, e conforto para o dia inteiro, as possibilidades de uso são inúmeras. As outras motos da família CB 500 já são bem práticas, mas a posição de condução mais ereta, os 20 mm a mais de curso na suspensão dianteira e o banco mais longo tornam esta X mais agradável para piloto e passageiro em percursos longos, sem comprometer a agilidade.

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CIDADE – Esbelta, leve e muito controlável, parece um modelo menor. Suas dimensões compactas ajudam, ela é mais curta que uma XRE 300! A entrega de potência suave, com boa oferta de torque em baixas rotações, e o conjunto bem equilibrado, transmitem confiança ao condutor, que consegue driblar o trânsito com facilidade, sem precisar colocar os pés no chão o tempo todo. Apesar de marcar 180 kg na balança sem fluidos, a boa centralização de massa faz seu peso praticamente sumir. O guidão de 830 mm pode atrapalhar na hora de encarar um corredor mais estreito, mas sua altura permite passar sobre os espelhos mais baixos. Os buracos e irregularidades são bem absorvidos, mas a suspensão não é macia como em uma verdadeira trail e, portanto, alguns impactos são transmitidos, principalmente na dianteira. O motor é mais do que suficiente para saltar à frente de todos nas aberturas de semáforo, mas requer mais trocas de marchas que uma sua irmã maior, a Honda NC 700X ou uma tetracilíndrica, pois abaixo de 2.000 rpm não há grande “pegada”. O câmbio é um tanto áspero, mas não chega a incomodar. Uma das coisas mais apreciadas durante o uso urbano foi a ventoinha do motor, que direciona o calor para a roda dianteira, bem longe das pernas do condutor, que não sente nenhum incômodo. Em cidade ela anda cerca de 20 km com um litro de gasolina, mas se a tocada for mais empolgada esta distância cai para 18 km com a mesma quantidade de combustível.

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ESTRADA – Com uma posição de condução típica das big trails, garante uma postura ereta, traz um assento confortável e alguma proteção aerodinâmica, combinação que permite ao condutor rodar por muitas horas sem se cansar. O para-brisa desvia o vento do peito e, no caso de alguém com mais de 1,80 metro, boa parte da pressão mira a viseira do capacete. O passageiro não foi deixado de lado neste projeto e também recebe bom espaço, com grandes alças de apoio e assento confortável. O motor dá contLI7A7656da do recado, com folga. Consegue manter tranquilamente velocidade em torno de 120 km/h, até mesmo em aclives, com um passageiro e bagagem extra. A esta velocidade o motor gira tranquilamente na casa das 5.700 rpm, gerando uma quantidade ínfima de vibração. Ultrapassagens podem ser feitas sem redução de marcha, mas caso haja pouco espaço para a manobra, é melhor reduzir uma ou até duas. Uma coisa que fez falta na hora de viajar foi um bagageiro, e não seria muito esperar que um modelo com tal proposta viesse de fábrica com o acessório, como a XRE 300, por exemplo. Em rodovia ela conseguiu rodar 28 km com um litro de gasolina, o que permite ao tanque de 17 litros encarar tranquilamente mais de 400 km antes de exigir abastecimento.

MOTOR – Elástico e linear, é exatamente o mesmo propulsor encontrado nas outras integrantes da família CB 500. Um bicilindro de 471 cc que possui parentesco distante com o motor da CBR 600RR. Simplificadamente, pode-se dizer que é o motor da superesportiva cortado ao meio e com curso de pistões aumentado. Apesar da relação, seu comportamento não lembra em nada o tetracilíndrico e, se tal informação não tivesse sido divulgada, seria muito difícil imaginar tal origem. Seus 50 cv de potência e 4,55 kgf.m de torque são bem suficientes. Não é o tipo de moto_EPI7300r que impressiona pela força, como já mencionamos anteriormente, mas sim pela suavidade de funcionamento, o ronco agradável, a entrega linear da potência e a facilidade de uso. De acordo com nosso piloto de testes Marcelo Camargo, a CB 500X não aparenta ser mais rápida que uma Kawasaki Ninja 300, mas o veredito dos instrumentos mostrou que a aceleração de 0 a 100 km/h acontece em 6,36s, 1s mais rápido que na “Ninjinha”. Para extrair o melhor da CB 500X é preciso manter seu motor em rotações elevadas; uma ótima opção para quem busca uma primeira moto “grande”, pois não exige muita habilidade do piloto. Nem por isso deixa de ser uma boa escolha também para pilotos mais experientes, que preferem conforto, economia e agilidade à performance pura. Uma verdade é que ela não deixa de ser divertida, fator que não pode ser medido em números.

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CURVAS – Ela impressiona: parece extremamente leve e se deixa levar com muita facilidade de um lado para o outro. Uma moto muito gostosa para passear por estradinhas vicinais, com um motor de ronco cativante, mas que não assusta. A potência satisfaz, principalmente para encarar trechos bem travados, e a ciclística bem ajustada permite enfrentar curvas em velocidade sem sustos. O acerto exalta o equilíbro do conjunto, e a CB 500X encara com tranquilidade asfaltos irregulares mesmo estando inclinada. As suspensões tendem ao rígido, o que se traduz em estabilidade, controle e precisão. As rodas de aro 17”, calçadas pelos bons pneus Pirelli Scorpion Trail, favorecem o uso no asfalto, mas com certa possibilidade de breves incursões em off-road, onde ela, apesar do “endereço”mais estradeiro do projeto, é mais fácil de ser conduzida que algumas big trail por ser mais leve, ter altura do banco em relação ao solo menor e motor mais suave.

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CONCLUSÃO – Uma moto completa, que se sai bem em qualquer ambiente, estrada, cidade ou leves incursões off-road. A CB 500X agrada e nos faz questionar a necessidade de motos maiores e mais pesadas para realizar tarefas que esta 500 cumpre com louvor. Compactas e com consumo contido, é conveniente para o uso cotidiano, unindo a leveza e agilidade de uma naked com o conforto e versatilidade de uma big trail. Bola dentro da Honda!

notas cb 500x

desempenho cb 500x   Medições: Marcelo Camargo

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  • Karl Braum

    Pena que a tampa do tanque sai como a de uma CG simples, IMITAÇÃO da tampa de aviação, até uma Bros tem tampa verdadeira. Poderia ter uma transmissão macia e precisa, chave para desligar o farol e uma tampa de tanque presa REAL e não FALSA! Pelo valor cobrado são detalhes que, para mim, mostram a relação da HONDA com o consumidor, são muitos anos na liderança de vendas, daí o descaso e a vontade de vender menos por mais.

  • James Silva

    E quem realmente alem de vc olha pra tampa de tanque? aff… cada coisa!

  • camazo

    Mais um doente compulsivo!

  • Gustavo Castro

    Bela matéria, completa. Me ajudou muito!

  • Marcos Paulo

    Pela foto deu pra ver que fizeram a mesma merda que fizeram com a PCX inverteram os comandos de seta e buzina no manete esquerdo. Puta burrice. Diversas vezes na PCX vou dar seta e buzino sem querer, detalhe que para buzinar você praticamente tira todo o apoio da mão esquerda do manete.

  • Gabriel Lima

    Adquiri a minha 500 X a pouco tempo, e a sua suspensão não é tão “irregular” assim como declara o site, digo cm tanta convicção pois ja tive duas CB300 e desfrutei bastante da XRE300 de alguns amgos. A inversão de comandos no guidon realmente é contestavel o pq, mais nada que uma questão de costume amenize o problema, minha primeira experiência cm ela foi logo na compra, e de cara fiz um percurso de 185 KM até minha casa, e pra uma primeira tocada dessa me surpreendeu, aprovadissima.