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HONDA LANÇA CB E CBR 650F NO BRASIL

Enviado por on 17 de Outubro de 2014 – 15:461 Comentário

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Reveladas oficialmente há quase um ano atrás no EICMA, o Salão de Milão, na Itália, agora é a nossa vez de receber as novidades tetracilíndricas da marca da asa. CB e CBR 650F, uma naked e uma carenada, chegam para substituir a saudosa Hornet e sua irmã carenada, a CBR 600F, na linha de producão de Manaus. É isto mesmo, você leu certo, a CB 600F Hornet saiu de linha!

As novas CB’s chegam às concessionárias em Novembro com os seguintes valores definidos:

CB 650F preta sem ABS- R$28.990

CB 650F preta com ABS- R$31.190

CB 650F branca vermelha e azul (HRC) somente com ABS- R$31.690

CBR 650F vermelha sem ABS- R$30.690

CBR 650F vermelha ou branca com ABS- R$32.890

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Em relação à Hornet, estes novos modelos são tecnicamente mais simples, com bengala convencional na dianteira, suspensão traseira sem links, quadro de aço e um motor com 15 cv a menos, que prioriza o torque em baixas rotações. O novo tetracilíndro de 649cc produz 87 cv de potência a 11.000 rpm e 6,4 kgf.m de torque a 8.000 rpm. A proposta foi criar uma moto mais focado para o uso diário, pois a Hornet era muito radical e “além do seu tempo”, segundo a marca. Tanto é que ela não recebe o nome “Hornet”, pois não é uma sucessora do modelo. A futura Hornet ainda está por vir e terá motor de 800 cc, para brigar com a Yamaha MT-09 e a Kawasaki Z 800. Estas CB’s chegam para concorrer com a Yamaha XJ6, XJ6 F, Kawasaki ER-6n e Ninja 650. Para tapar o buraco deixado pela Hornet, a CB 1000R sofrerá um reajuste no preço e nas formas de pagamento, pois será a única naked com mais de 100 cv na linha da Honda.

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Durante o lançamento, tivemos a oportunidade de rodar em ambas, primeiro com a CB em pequeno circuito que simulava uso urbano, depois com todas as versões na pista de corrida Velo Città, onde pudemos explorar os limites destas máquinas. No primeiro contato com a CB 650F, ficou evidente sua vocação urbana. Manobras de baixa velocidade são facilitadas graças a um generoso ângulo de esterço do guidão e uma centralização de massas bem resolvida, mas o acelerador com abertura inicial um pouco abrupta atrapalha, obrigando o condutor modular mais a embreagem. A posição de condução é muito confortável, com guidão alto que deixa a coluna ereta e bom espaço para as pernas, e as suspensões macias absorvem bem a buraqueira. Há uma boa oferta de torque em baixas rotações, fornecendo retomadas firmes, sem a necessidade de constantes reduções de marcha. O peso de 192 kg (194 kg com ABS) sem fluídos fica muito bem escondido, parecer pesar menos. Ela é compacta e, com uma largura de apenas 775 mm, acreditamos que têm tudo para se dar muito bem no trânsito pesado das grandes cidades.

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Uma vez na pista de corrida, pudemos acelerar sem medo. A primeira coisa que notamos é a agilidade destas CB’s, que se deixam levar de um lado para o outro quase como se fossem uma 125. Uma vez deitado e contornando a curva, elas tendem a deitar mais, até raspar o pedal ou o joelho no solo. A segunda coisa é que o motor não gosta muito de ser levado ao seu máximo. Antes de chagar a 10.000 rpm ele já começa a vibrar e dar sinais de estar se esgoelando, pedindo marcha, mas a potência máxima só chega mil rpm mais tarde. Todavia, antes dos 9.000 rpm é liso como seda, e o ruído fica bem contido, em acordo com sua proposta urbana.

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Andando mais forte, começam a surgir diferenças entre CB e CBR. A mais esportiva adiciona 3 kg da carenagem e tem semi-guidões, duas coisas que ajudam a colocar mais peso sobre a dianteira e a deixam mais estável, colada no chão. Nosso piloto de testes Marcelo Camargo, também presente no evento, afirmou que a maior estabilidade da CBR foi notável ao longo do traçado. Acreditamos que ela servirá melhor quem busca uma moto mais estradeira, ambiente onde ela se sairá melhor que a urbana CB. Todavia, concordamos que a pista não é o habitat favorito destas motos, mas sim uma estradinha repleta de curvas, rodovias e a cidade.

Aguardem uma reportagem completa em breve na Revista da Moto!

Imagens: Honda

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    Ficaram mesmo muito bonitas, a nua mais ainda.