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PRIMEIRAS IMPRESSÕES: KAWASAKI Z650

Enviado por on 19 de Maio de 2017 – 12:03Comente
 

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Mal chegou e já montamos nela para dar uma voltinha de 50 km. Não parece muito, mas o roteiro escolhido pela Kawasaki era variado e passava por estradas sinuosas e alguns trechos urbanos, cenário perfeito para avaliar a nova Z650. Como não bastasse, incluiram no passeio uma ER-6n para comparação. Foram 50 km bem produtivos!

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Para entrar na família Z, a antiga 650 teve de passar por um belo processo evolutivo. Ganhou um novo quadro muito mais leve (11kg a menos!), nova balança traseira também mais leve, um amortecedor traseiro central (antes era lateral) e o motor teve de ser adequado ao Euro4, portanto perdeu uns cavalinhos no processo e ganhou mais torque em baixas rotações. Agora tem 68 cv de potência a 8.000 rpm e 6,7 kgf.m de torque a 6.500 rpm. Mas tudo bem, perdeu 19 kg e agora soma meros 187 kg com seu tanque de 15 litros cheio.

Screen Shot 2017-05-19 at 10.16.31 AMRodando – Ao sentar na Z logo notamos algumas diferenças em relação à ER. Ela é mais estreita, tem um painel novo mais moderno e, quando a tiramos do cavalete, já é possível sentir o efeito da dieta.

Ao dar a partida somos recebidos por um ronco familiar, mas bastou engatar a primeira e sair para notar mais diferenças. A nova embreagem deslizante ficou mais leve e as pedaleiras foram colocadas mais à frente, o que contribui para o conforto pois os joelhos ficam menos flexionados. Menos perceptível são os novos espelhos retrovisores, também eficientes, e o novo guidão que continua sendo alto e estreito para combinar conforto com agilidade no trânsito.

A Z se deixa levar como se fosse uma pequena 150 cc, tamanha a leveza nas mudanças de direção, com a diferença de que quando enrolamos o cabo a resposta excita para valer. Com as alterações realizadas, o bicilindro ficou mais elástico e responde com mais ímpeto que o anterior quando estamos abaixo de 7.000 rpm, ou seja, a maior parte do tempo. Com tal característica, passamos a maior parte do passeio com a quarta ou quinta marcha engatada, o computador de bordo indicava consumo na casa dos 20 km/l, nada mal.

Por outro lado, o assento ficou mais rígido que o da ER e ligeiramente menos confortável, um resultado da redução da altura em 10 mm para torná-la mais acessível à pilotos baixos e iniciantes. Por falar nisso, a Z continua sendo uma excelente primeira moto “grande” para quem almeja sair das 250/300. Sua condução é facilitada não apenas pela leveza e altura reduzida do assento como também pela doçura do propulsor cujas respostas são lineares e totalmente previsíveis.

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A parte estética, como vocês já devem ter notado nas imagens, também mudou bastante. Agora ela segue o estilo “Sugomi” e ficou semelhante ao restante das integrantes da linha Z. Apesar de ser uma questão um tanto pessoal, achamos que ficou mais atraente que todas as ER anteriores.

O novo painel é compacto e completo, mostra marcha engatada, consumo, tem shift-light programável e até um indicador digital do conta-giros que pode ser customizado. A nova lanterna traseira forma a letra Z com leds, che bella!

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A Z650 estará nas concessionárias brasileiras à partir de junho por R$ 32.990, vendida apenas com ABS. O que você tem a opção de escolher é a cor: branca, preta ou verde.

Hmm, acho que ficaremos com a branquinha, tem desconto à vista? Ta muito cara!

Imagens: Marcos Carmona/Divulgação

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