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SUZUKI GSX 1250FA, UM MÊS AO GUIDÃO – PARTE 1

Enviado por on 10 de Abril de 2014 – 16:437 Comentários

2012-Suzuki-GSX1250FAaO teste do “Suzukão”, apelido carinhoso dado à GSX 1250FA por aqui, começou com Quinho Caldas e nosso experiente colaborador Ciro Fonseca levando-a para um passeio de final de semana na Estrada dos Romeiros, a SP-312, que liga Barueri à Itu e é repleta de curvas e paisagens maravilhosas.

Nosso Editor voltou dizendo que o motor era muito saudável, com bastante potência e torque. Ciro não se encantou muito com a máquina e apontou diversos ponto criticáveis. Reclamou da ciclística, disse que o painel parecia defasado por causa dos parafusos no fundo do conta-giros e que a chave e o contato não contavam com nenhum tipo de segredo mais avançado, o que facilitaria muito o furto. Apesar das reclamações, ele também encontrou pontos positivos a serem destacados. Afirmou que o motor é bem forte e que a moto é muito ágil no trânsito, levando em consideração sua categoria, Sport Touring, possibilitando o uso urbano sem problemas.

Neste primeiro passeio, o motorzão de 1.255 cm3, capaz de gerar 98 cv de potência à 7.500 rpm e 11 kgf.m de torque à 3.700 rpm, consumiu 15,5 litros de gasolina por km rodado, média considerada apenas razoável apesar das  “cutucadas”no acelerador que nossos pilotos não deixaram de dar.

Após esta primeira viagem, o “Suzukão” foi passado a mim, Julio Rosenfeld. Utilizei-a inicialmente para ir e vir do trabalho e as vezes tive companhia em parte desse trajeto… a namorada!. Uma das primeiras coisas que notei foi o peso do guidão para fazer manobras a quase qualquer velocidade. Com esta moto é realmente necessário colocar em prática a técnica do contra-esterço. Mudá-la de direção requer energia, mantê-la  inclinada, mais ainda. O emepenho necessário para manter a trajetória em curva só é atenuada quando se acelera, mas a tendência  é querer se endireitar sempre. Se isso incomoda em curva, por outro lado garante estabilidade em reta. Ainda não podemos afirmar com certeza, mas acho que um pneu de perfil mais esportivo poderia amenizar tais características, aliás comum à todas as Bandit da qual a GSX 1250 FA é a versão carenada.

GSX 1250 FA diario 1

Rodando no meio urbano, constatei o mesmo que Ciro: ela é àgil o suficiente para acompanhar motos menores, cumprindo sem problema algum o papel de meio de transporte diário. Único detalhe aqui é o consumo que, mesmo com a mão leve, fica por volta dos 12 km/l e pode cair para abaixo dos 10 km/l em uma condução mais enérgica. Falando em mão leve, esta moto quase nunca requer mais de ¼ de curso do acelerador. Ela é sensível até à mais leve virada de punho, reagindo com vigorosidade. Arrancar de semáforos e manter velocidades abaixo dos 60 km/h requer a mínima abertura do acelerador que se possa imaginar. Com o imenso pico de torque surgindo a apenas 3.700 rpm, nunca é necessário passar desta faixa na cidade, o motor já mostra bastante disposição à partir da marcha lenta.

O câmbio não é dos mais suaves, mas com prática é possível fazer as trocas de marcha sem sofrimento. Na minha experiência pessoal, a passagem das marchas foi feito sem uso da embreagem, apenas soltando o acelerador, empurrando a alavanca do câmbio para cima e retomando a aceleração novamente. Desta forma, as trocas ocorreram de forma bastante natural. Nas reduzidas, a embreagem foi sempre acionada sem trancos ou solavancos ao soltá-la. Encontrar o neutro não foi um problema em nenhuma situação. A relação é bem escalonada, mas poderia ser um pouco mais longa. O motor tem tanto torque que não são necessárias muitas trocas de marchas.

A garupa não foi muito elogiada, apesar de haver amplo espaço, alça de apoio e um assento bem acolchoado. O desnível existente entre o assento do piloto e do passageiro nem sempre é apreciado pelas mulheres pois ele “deixa o piloto muito longe e fica difícil abraçá-lo”. Do ponto de vista da condução, não houve grande alteração com um passageiro acomodado, e este não esmaga o piloto contra o tanque durante as frenagens.

No final de semana seguinte, surgiu um evento em Sumaré, SP, ao qual fui enviado na companhia de nosso piloto de teste, o piloto Marcelo Camargo. Rodamos pela larga, reta e plana Rodovia dos Bandeirantes e concordamos em dizer que o Suzukão se sai muito bem neste ambiente.

eu

Na região de Vinhedo, chegando na pista Capuava com o Suzukão

A posição de condução não cansa, mesmo após um longo período de tempo. O guidão é alto, as pedaleiras não são muito recuadas, o assento é confortável e as suspensões não transmitem grandes impactos para a coluna. Há uma sensível proteção contra o vento, mas não chega a ser o verdadeiro bloqueador de brisa encontrado em motos do segmento touring. Todavia, a bolha melhora a aerodinâmica e, se o piloto se encolher atrás dela, possibilitará o alcance de velocidades bastante elevadas.

O motor soa tranquilo à 4.000 rpm, faixa mantida quando se roda à 120 km/h na sexta marcha. Há um pouco de vibração nesta condição, mas nada que incomode. Considerando que a tal velocidade o pico de torque já foi atingido, a moto fica muito esperta na estrada, ultrapassagens são realizadas com bastante facilidade e o limite nacional de velociade é superado com o mínimo movimento do acelerador. Se a relação final fosse mais longa, o motor ficaria ainda mais relaxado, haveria menos vibração, não seria tão fácil ultrapassar o limite de velociade e, de quebra, seria possível rodar mais de 18 km com um litro de gasolina, a melhor marca registrada durante a viagem. Todavia, ela ultrapassa a barreira dos 200 km/h com certa facilidade e acelera muito forte em quase qualquer situação, em qualquer marcha.

A frenagem está à altura da aceleração. O ABS é pouco intrusivo e o conjunto de dois discos de 310 mm, mordidos por pinças de quatro pistões, na frente e um disco atrás de 240 mm com pinça de um pistão cumpre bem o papel de parar a fera de 257 kg.

Após esta segunda viagem chegamos à um consenso de que eu e o Camargo gostamos bastante do modelo.

Aguardem mais atualizações em breve!

GSX 1250 FA ficha

LEIA TAMBÉM:

  • Tabajara – São Carlos – SP

    A grande paixão nacional. Uma Bandit é o sonho dos estradeiros.

  • leonardo fernandes

    Tabajara, a Bandit é uma moto maravilhosa mas já deixou de ser
    uma paixão nacional há muito tempo.
    é só olhar os emplacamentos no fenabrave.
    eu particularmente continuo gostando dela, mas essa é a realidade
    hoje.

    • Alexandre

      É a minha paixão, minha amante, tenho uma Bandit 1250 e ela é ”orgasmática”. Essa moto tem um público seleto se comparado a outros modelos de motos, porém esse grupo É EFETIVAMENTE O MAIS SATISFEITO E PASSIONAL. Vida eterna ao mito BANDIT (são cerca de 20 anos no mercado, ou seja, confiabilidade mecânica e solidez comercial… lembrem-se da desvalorização vertiginosa da Z-750 quando saiu de linha rapidamente, e também das CB 1300 Super Four, Varadero, Fazer 600, e que também pode acontecer em breve com a Hornet ao sair de linha.

      • Alexandre

        Ah, esqueci de apontar também o caso da Transalp….. FICOU POUQUÍSSIMO TEMPO NO MERCADO e tá saindo de linha esse mês por causa das fracas vendas….. comprem uma das últimas ainda disponíveis nas concessionárias e tente vendê-la ano que vem para perceberem a dificuldade, bem como a desvalorização ( vai se tornar um ”sapato” termo usdado aqui no RJ para indicar um veículo dificílimo de vender mesmo que pela metade do preço ).

  • Tabajara – São Carlos – SP

    Em verdade, em verdade vos digo Leonardo, ela pode mesmo ter deixado de ser o sonho de muitos, mas o meu continua, claro, entre tantas máquinas. E o seu, qual é. Ah, uma Kawasaki Z1000 Z1R…

  • leonardo fernandes

    Tabajara, gosto de várias motos.
    scooter, big trail , naked, supermotard e roadsters.
    não sou amante de uma marca somente e sim de várias.
    já fui dono de uns 25 modelos diferentes, de 50cc a 1300cc,
    tive até custom, que considero um modelo inútil.
    não tem nem como descrever aqui quantas motos eu tive.
    atualmente possuo uma PCX 150 e uma NC700, que comprei por causa
    do preço e estou me surpreendendo com ela.
    comprei pra fazer um bom lucro ,mas, estou meio que apaixonado
    com a moto apesar de ela ter só 2 cilindros e 52 cv.
    chega nuns 185 de painel, estabilidade excelente pra categoria,
    muito ágil no trãnsito e aquele porta capacete é um show.
    ela tem uma caracteristica que eu adoro ; é cheia de torque em baixa
    rotaçao pra cilindrada.
    6,5kg a .4750 rpm. as 4 cilindros tem isso aí acima de 8.500 rpm.
    e tem um detalhe…..enchi o tanque e ainda não fiz média, mas
    já deu pra perceber que será acima de 23km/l dentro da cidade.
    seu tanque é de 14.5 l e tem 5 barras digitais marcando no painel.
    com 81 km rodados uma barra se apagou.
    fazendo essas contas aí , dá 27 por litro.
    estou falando 23 considerando algum erro, pq de repente pode cair
    mais uma barra com menos de 150 km rodados.
    e minha cidade é cheia de semáforos.
    e olha que já vi muita gente criticando essa moto, provavelmente
    cegezeiro que nunca andou nela…….
    hoje eu aprendi que antes de criticar a gente tem que andar,
    exceto quando é custom/chopper, pq aí eu sei que não serve pra
    nada mesmo……rs
    com exceçao talvez da TRIUMPH STORM, que eu nunca andei.
    mas acho linda.
    tb não sou fã de esportivas, nunca gostei de andar deitado em cima do tanque, mas essas aí são dignas de respeito pq são o
    máximo em tecnologia e beleza, como as DUCATI e MV AGUSTA.

  • Tabajara – São Carlos – SP

    Concordo Leo. Legal mesmo tudo o que você disse, e eu mesmo convencí um sobrinho em Maringá,PR, a comprar a NC. O cara também está adorando.
    Temos algo em comum: custom, tô fora(a Storm dá vontade de experimentar), e esportiva passa longe, sou estradeiro.
    Abração.