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YAMAHA XJ6 N ABS, O TESTE

Enviado por on 8 de Abril de 2015 – 14:192 Comentários
 

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O que era bom ficou melhor, a 600 da Yamaha ganhou freios ABS! 

Texto: Julio Rosenfeld/Fotos: Gustavo Epifanio

Bonita, prática e divertida. Três palavras que resumem bem a XJ6 N, um modelo que está presente em nosso mercado desde 2010. Quatro anos mais tarde, ela ganhou um importante opcional, o sistema de freios ABS, para a qual a Yamaha sugere o preço de R$ 31.990, R$ 3.100 à mais que a XJ6 N standard.

CIDADE – Nosso teste com a XJ6 N começou utilizando moto para pequenos deslocamentos urbanos. De fato, a única alteração técnica deste modelo em relação à versão anterior foi no âmbito da frenagem por conta da introdução do ABS. Mesmo assim, rodar com a bem conhecida Yamaha imediatamente nos fez reviver a sensação de que esta pequena tetracilíndrica tem grande vocação para o uso na cidade. Estreita, ágil e com excelente torque, ela favorece uma tocada a baixas velocidades e acompanha com facilidade qualquer outra moto urbana, como a Factor 125, por exemplo. A suspensão macia proporciona bom conforto e absorve a maior parte das irregularidades de nosso asfalto. O guidão tem excelente ângulo de esterço, o que facilita manobras em locais mais apertados. O assento é único, com a porção do garupa mais elevada. É um banco confortável para piloto assim como para o acompanhante, que conta com alças de apoio para facilitar sua acomodação. A posição de pilotagem é natural e garante bom domínio. O condutor fica levemente apoiado sobre o guidão, mas isso não representa incômodo, configurando assim uma postura bem agradável para uso diário.

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MOTOR – O tetracilíndrico de 600 cm3 é parente do motor da superesportiva YZF-R6 de geração anterior. Apesar desta herança esportiva, foi configurado para privilegiar o torque em baixas rotações no lugar de potência em altos regimes. A cavalaria fica em 77,5 cv a 10.000 rpm e o torque em 6,09 kgf.m a 8.500 rpm. Associado ao câmbio de relações curtas, o motor da XJ6 N permite que se trafegue a velocidades reduzidas em marchas altas, como a quinta ou sexta, sem que isso resulte em trancos ou soluços, ou necessidade de redução de marchas. Os engates são macios, precisos, e o funcionamento geral do motor oferece pouquíssimo ruido e vibrações. Em uma tocada tranquila, trocando de marcha sem elevar demasiadamente as rotações, a XJ6 N foi capaz de rodar 18 km com um litro de combustível na cidade e superar a marca de 20 km/l na estrada, mesmo estando com pouqíssimos quilômetros registrados no hodômetro.

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Se da calma passarmos à pressa, o motor da XJ6 N mostra suas origens, sendo capaz de entregar emoções fortes. O giro sobe de maneira vigorosa, acompanhado de um belo uivo típico de motos com quatro cilindros, que lembra a “voz”de motores de competição. A aceleração é emocionante, mas sem sustos, com a marca do 0-100 km/h registrando bons 5,3 segundos. A frente não ameaça subir, o que deixa a situação sob controle, sem necessidade de eletrônica avançada como controle de tração, anti-wheeling e modos de gestão da potência tão em voga nos modelos maiores atualmente. Por conta desta característica civilizada, a XJ6 é ideal para aqueles que almejam entrar para o mundo das motos consideradas “grandes”, com cilindrada superior às mais comuns 250-300 cc.

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_EPI3619ESTRADA – Por ser uma naked, com proteção aerodinâmica nula, em velocidades acima dos 110-120 km/h o efeito da pressão do ar se faz sentir. Apesar da conformação do farol e painel de instrumentos, pouco ou nada do vento é desviado do capacete e peito do condutor.

Mesmo assim a posição de condução não cansa, o motor se mantém com funcionamento bastante suave e silencioso, o assento se revela confortável mesmo depois de horas de tocada e as pernas não ficam muito flexionadas.

Apesar das rotações permanecerem um tanto elevadas a 120 km/h, acima das 7.000 rpm, o consumo médio de quase 20 km/l foi considerado muito bom para a categoria. Devido ao câmbio de relações curtas, não foram necessárias reduções para realizar ultrapassagens, e as retomadas são vigorosas: 60-100 km/h, com a sexta marcha engatada, exigiu apenas 5,91 segundos.

_EPI3387A ciclística é simples, com chassi tipo diamond com tubos de aço, garfo convencional na dianteira e ajuste apenas na pré-carga da mola traseira. Tal configuração pode deixar a desejar para os mais experientes e atrevidos, mas agrada a grande maioria. Pessoas que estão trocando motos de menor cilindrada por uma primeira moto “grande” dificilmente acharão os limites da XJ6 N. Jogar ela de um lado para o outro e traçar longas trajetórias inclinado é tarefa fácil. Seu comportamento é bastante neutro, sem tendência a levantar no meio da curva nem oferecendo dificuldade para deitar. A isso se soma o cativante som do motor e… viva! Diversão de final de semana garantida!

A frenagem tem dois discos na dianteira mordidos por pinças de dois pistões, e um disco na traseira com pinça de pistão simples. Não é o tipo de conjunto que permite usar apenas um dedo no manete, mas garante uma atuação adequada. O novo sistema ABS funciona muito bem, com atuação progressiva, só agindo se for realmente necessário. Vale os R$ 3.100 a mais pelo simples potencial de evitar acidentes, algo extremamente importante principalmente tendo em vista o cliente-alvo do modelo, que em parte terá na XJ6 sua primeira moto “grande”.

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CONCLUSÃO – O que faltava ao modelo não falta mais, o ABS. Ela já era uma excelente porta de entrada para o mundo das motos maiores agora está perfeita. Versátil, se adequa aos deslocamentos urbanos mas não refuta viagens, tem boa autonomia e adora passeios por estradas sinuosas, conciliando performance, conforto e economia. Além disso, o som de seu motor tetracilíndrico é uma delícia. Enfim, difícil imaginar uma moto tão “redonda” e acertadinha como esta XJ6, que ainda conta com a versão SP, a naked com visual mais agressivo, e a XJ6 F, carenada. Uma família notável. Gostamos!

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Medições: Marcelo Camargo

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Matéria publicada na edição 234 da Revista da Moto!

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  • Tabajara – São Carlos – SP

    Perfeita a XJ, e o que era bom ficou melhor.
    Excelente nua pau para toda obra. É por isso que os caras só trocam XJ por outra XJ. Perfeita estradeira.

  • Rafael Caponi

    equipamento ABS chegou tarde na yamaha